Maduro mobiliza tropas contra ameaça imperial dos EUA no Caribe

Nas últimas semanas, Trump enviou oito navios ao sul do Caribe para o que definiram como manobras contra o tráfico de drogas internacional

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Montagem mostra Nicolás Maduro com elementos do Tribunal de Haia ao fundo - Metrópoles
1 de 1 Montagem mostra Nicolás Maduro com elementos do Tribunal de Haia ao fundo - Metrópoles - Foto: Arte/Metrópoles/Pierre Crom/Getty Images

A Venezuela ativou, na madrugada desta quinta-feira (11/9), uma operação militar de “resistência” diante do que classificou como uma “ameaça” dos Estados Unidos devido à sua mobilização de tropas no Caribe.

O presidente Nicolás Maduro liderou a operação Independência 200 em 284 “frentes de batalha” em todo o país. Ele não especificou o número de tropas.

“Esses mares, essa terra, esses bairros, essas montanhas, essas imensidões e as riquezas dessas terras pertencem ao povo da Venezuela, nunca pertencerão ao império americano, nunca, jamais”, disse Maduro em uma comunidade localizada entre Caracas e a cidade costeira de La Guaira.

Nas últimas semanas, os Estados Unidos enviaram oito navios ao sul do Caribe para o que definiram como manobras contra o tráfico de drogas internacional. Não foi anunciada oficialmente uma ação direta contra a Venezuela, embora Maduro denuncie um “cerco”.

“Este povo não está órfão, este povo não está sozinho”, afirmou Maduro, em um evento transmitido pela televisão. “Se tivermos que voltar a combater, combateremos pela liberdade da nossa grande pátria”.

“Toda a força militar da nossa Força Armada Nacional Bolivariana e sua capacidade de fogo está ocupando posições, fixando posições, defendendo posições, fixando planos”, acrescentou o governante.

“Narcotraficantes”, diz Trump

A situação escalou depois que forças americanas destruíram um barco com um míssil e mataram 11 “narcoterroristas”, nas palavras do presidente Donald Trump, que haviam partido da costa venezuelana.

A Venezuela sobrevoou um dos navios americanos com um caça. Trump ameaçou derrubar qualquer ameaça e enviou poder aéreo a Porto Rico.

Maduro moderou o tom e chamou ao diálogo na semana passada. Antes, ele havia convocado os cidadãos a se alistarem na Milícia Bolivariana, um corpo militar composto por civis com alta carga ideológica.

“A Venezuela não agride ninguém, mas não aceita ameaças de agressão”, afirmou ao dar a ordem de início a “esta operação dentro do conceito de defesa integral da nação, dentro do conceito de resistência ativa do povo e dentro do conceito de uma ofensiva permanente de todo o país”.

A operação inclui instalações petrolíferas, de serviços públicos, aeroportos e pontos de fronteira.

Leia mais em RFI, parceira do Metrópoles.

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