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Maduro inicia terceiro mandato ainda mais isolado internacionalmente

Criticado, regime Maduro iniciou uma ofensiva contra diversos países, que causaram rusgas diplomáticas e isolamento para a Venezuela

Repórter de Mundo15/01/2025 02:00, atualizado 14/01/2025 21:58
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Spencer Platt/Getty Images
Imagem colorida mostra Nicolás Maduro - Metrópoles

Contestado e acusado de praticar fraude eleitoral, Nicolás Maduro começou seu terceiro mandato como presidente da Venezuela ainda mais isolado internacionalmente. Desde as polêmicas eleições no país até a posse presidencial, o governo chavista coleciona rompimentos e rusgas diplomáticas com a comunidade global.

Crise diplomática

  • A crise diplomática envolvendo a Venezuela começou após diversos países contestarem a reeleição de Nicolás Maduro, no pleito que aconteceu em julho de 2024.
  • Um dia depois do pleito, o líder chavista expulsou o corpo diplomático de sete países da América Latina e Caribe. Todos os governos não reconheceram sua vitória. 
  • A ofensiva diplomática tem sido uma das armas de Maduro para retaliar aqueles que apoiam seu opositor, o ex-embaixador Edmundo González.

Até o momento, o regime chavista já se afastou diplomaticamente de nove países da América Latina e Caribe, e também mirou em nações da Europa que questionaram sua vitória.

O último caso aconteceu nessa terça-feira (14/1), após o governo Maduro diminuir a presença diplomática do Reino Unido, Holanda e França nas embaixadas dos países em Caracas. Com a medida, classificada pelo regime chavista como uma resposta a “intromissões nos assuntos internos do país”, as representações passam a funcionar com apenas três funcionários cada.

Os governos dos três países não reconhecem a reeleição de Maduro, e nas últimas semanas criticaram a repressão do chavismo contra opositores na Venezuela.

Em novembro de 2024, o governo venezuelano já havia ameaçado “rever” suas relações com o G7, após o bloco expressar apoio ao opositor Edmundo González, que diz ser o verdadeiro vencedor das eleições. O bloco é composto por Canadá, Estados Unidos, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido.

Expulsão de diplomatas

Um dia após as eleições venezuelanas, Maduro expulsou o corpo diplomático de sete países que contestaram a sua vitória. A medida foi aplicada contra Argentina, Chile, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Uruguai e Peru.

A custódia das embaixadas da Argentina e Peru foi assumida pela diplomacia brasileira em Caracas. Na representação argentina, estão abrigados seis opositores de Maduro, que buscaram asilo no local.

Já no início deste ano, o governo Maduro pediu a retirada de diplomatas do Paraguai após o presidente do país, Santigo Peña, prestar apoio à González a dias da posse presidencial na Venezuela

Apesar de rusgas recentes que diminuíram o intercâmbio entre Caracas e Brasília, como críticas e ataques diretas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Brasil continua servindo como uma espécie de fiador no diálogo entre Venezuela e o restante da comunidade internacional.