Maduro envia carta a países da ONU e pede ação contra os EUA

Na carta, Maduro explica que não cometeu atos que motivassem a ação militar e cita os impactos causados pelos EUA desde a escalada militar

atualizado

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Gabinete de Imprensa da Presidência da Venezuela
Imagem colorida, Nicolás Maduro- Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida, Nicolás Maduro- Metrópoles - Foto: Gabinete de Imprensa da Presidência da Venezuela

O governo da Venezuela enviou uma carta aos 194 países da Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar sobre a escalada militar dos Estados Unidos. O documento, encaminhado na segunda-feira (22/12) notifica que o silêncio dos chefes de estado frente às agressões norte-americanas pode desencadear uma guerra mundial.

“Na década de 1930, o silêncio frente ao ascenso do nazismo conduziu ao Holocausto e a uma guerra mundial. Hoje, guardadas as diferenças históricas, a lógica é a mesma: se for tolerado o uso unilateral da força e o saque de recursos de Estados soberanos, o mundo caminha para um cenário de confrontação global imprevisível. A Venezuela reafirma sua vocação de paz, mas declara com absoluta clareza que está preparada para defender sua soberania, integridade territorial e recursos”, escreveu o presidente Nicolás Maduro.

Na carta, Maduro explica que não cometeu atos que motivassem a ação militar e que, desde a mobilização militar na região, os EUA realizaram 28 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico, deixando 104 pessoas mortas. O governo norte-americano alega estar combatendo “narcoterroristas”.

Maduro também cita leis para justificar a violação internacional que os EUA cometem ao deslocar embarcações e aviões próximos a Venezuela. O líder chavista explica que além de ameaçar o direito à vida, a nação viola as Convenções de Genebra de 1949 que consiste na proteção de civis e náufragos, e o Protocolo Adicional I de 1997.

Maduro argumentou que a ofensiva norte-americana não afeta somente a Venezuela, mas sim outros países latino-americanos pela instabilidade comercial e regional.

“Advertimos que estas agressões não impactarão apenas a Venezuela. O bloqueio contra o comércio energético venezuelano: afetará o suprimento de petróleo e energia; Aumentará a instabilidade dos mercados internacionais; Golpeará as economias da América Latina e do Caribe. Por todo o exposto, faço este chamado para que juntos: condenemos explicitamente estas ações de agressão e execuções extrajudiciais. Exijamos o cessar imediato do desdobramento militar e do bloqueio”, escreveu na carta.

Em 14 de agosto deste ano, os EUA realizaram um cerco militar, com meios navais e aéreos na América Latina e no Caribe, incluindo navios de guerra, fuzileiros, um submarino nuclear, caças F-35 e o porta-aviões USS Gerald R. Ford  deslocados para a região. Trump ordenou o deslocamento militar próximo a Venezuela sob a justificativa de combater o narcotráfico, uma vez que Maduro foi apontado como chefe do Cartel de Los Soles.

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