O presidente eleito da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira (23/04/2019) que, “para frustração dos Estados Unidos e de seus adversários regionais”, segue no comando do governo e exerce na plenitude suas competências, inclusive o controle das Forças Armadas, três meses após o oposicionista Juan Guaidó se autoproclamar presidente interino. “Esse ensaio de golpe de Estado fracassado passará à história como uma comédia”, afirmou Maduro.

Guaidó é o presidente da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, e se declarou presidente interino em 23 de janeiro, após considerar fraudulenta a eleição de maio de 2018 que deu a Maduro um segundo mandato.

O oposicionista é reconhecido por mais de 50 países e busca pressionar o rival para que deixe o poder. Maduro, por sua vez, diz que Guaidó integra um complô comandado por Washington para derrubá-lo.

“Palhaçada”
Temos o controle do governo, a condução da Força Armada Nacional Bolivariana, o controle do território nacional e como presidente estou governando todos os dias e cumprindo meus preceitos constitucionais”, afirmou Maduro, que qualificou como uma “palhaçada” a tentativa de retirá-lo do poder.

Apesar de sanções internacionais e da grave crise econômica e social, Maduro continua com o apoio das Forças Armadas, fiel da balança nas disputas políticas no país.