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Mundo

Maduro confirma conversa telefônica com Trump e se mostra otimista

Maduro não deu maiores detalhes sobre o telefonema com Trump, mas classificou o contato como um "passo importante"

03/12/2025 20:36, atualizado 04/12/2025 15:58
Jesus Vargas/Getty Images
Imagem colorida mostra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, alvo de Trumo - Metrópoles

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, confirmou, nesta quarta-feira (3/12), que teve uma conversa telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a qual classificou como um “passo importante” para o diálogo entre Caracas e Washington.

Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos já havia revelado o contato com o herdeiro político de Hugo Chávez, em meio à recente crise que atinge a América Latina e Caribe.

Assim como o presidente dos EUA, Maduro não deu maiores detalhes sobre o teor da conversa — que, segundo a mídia norte-americana, teria acontecido na última semana.

“Posso dizer que a conversa foi em um tom de respeito. Inclusive, posso dizer que foi cordial”, declarou o presidente da Venezuela. “E digo mais. Se essa chamada significa que estão dando passos rumo ao diálogo respeitoso de Estado à Estado, de país a país: seja bem-vindo o diálogo e a diplomacia. Porque sempre buscaremos a paz”.

Apesar do tom otimista do líder chavista, o telefonema com Trump surgiu em um momento de crescente tensão na América Latina e Caribe, e envolve a Venezuela.

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Em meados de agosto, o presidente norte-americano ordenou uma mobilização para a região, com o objetivo de combater o tráfico de drogas que passa pelo local rumo aos EUA. Desde então, diversas embarcações já foram bombardeadas por supostamente estarem transportando entorpecentes.

A “guerra” dos EUA contra carteis latino-americanos mira diretamente Maduro, apontado como chefe do Los Soles, grupo recentemente classificado como organização terrorista internacional por Washington.

Com a mudança na política externa norte-americana, que passou a ligar tráfico ao terrorismo, a administração Trump abriu brechas para que operações militares dos EUA fossem realizadas em outros países sob a justificativa de combater o terror.

Por isso, o presidente norte-americano tem feito inúmeras ameaças sobre realizar ataques diretos contra o território venezuelano para combater