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Mundo

Lula sobre vitória da esquerda na França: "A gente não quer nazista"

Em visita ao Paraguai, o presidente Lula comentou o resultado das eleições legislativas na França e no Reino Unido

Daniela Santos08/07/2024 19:01, atualizado 08/07/2024 20:08
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Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se diz “muito feliz” com o resultado das recentes eleições legislativas no Reino Unido e na França, que terminaram com a vitória de forças progressistas.

No Reino Unido, o Partido Trabalhista conquistou a maioria esmagadora de cadeiras no parlamento. Já na França, neste fim de semana, a aliança de esquerda Nova Frente Popular obteve o maior número de cadeiras na Assembleia Nacional.

Lula comentou o cenário na Europa nesta segunda-feira (8/7), durante viagem ao Paraguai. “Eu estou muito feliz com a vitória do Labour Party [Partido Trabalhista] na Inglaterra. Há 14 anos eles estavam afastados do governo. E eles agora voltaram ao governo e voltaram com a maioria avassaladora”, ressaltou o presidente.

Em relação ao pleito na França, Lula destacou: “Quando parecia que tudo estava confuso, quando parecia que tudo estava dando errado, eis que o povo se manifesta e vem pra rua e diz: ‘nós queremos que os setores democráticos continuem governando a França. A gente não quer extrema direita, não quer fascista, não quer nazista. A gente quer democracia’. Foi isso que aconteceu na França, então eu estou muito feliz”, completou.

O presidente também manifestou a expectativa de que o presidente Emmanuel Macron entre em um acordo “para montar um governo que possa atender aos interesses do povo francês”.  Após as eleições legislativas, o país deve definir quem será o novo primeiro-ministro.

Eleições nos EUA

No Paraguai, Lula foi questionado por jornalistas sobre a situação do presidente Joe Biden, que sofre pressão para desistir da corrida à reeleição nos Estados Unidos.

“Somente o Biden tem o direito de tomar posição sobre ele. Somente o Biden se conhece perfeitamente bem. Somente ele sabe o que ele tem e o que não tem, se ele pode ou não pode. Portanto, ele quem vai tomar a decisão”, pontuou.

O presidente ainda brincou: “Se eu fosse eleitor americano eu votaria no Biden, mas eu sou brasileiro, ainda vou continuar votando em mim”.