Lula sobre operação contra Ciro Nogueira: “Espero que sejam inocentes”

Presidente falou sobre a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), deflagrada contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta

atualizado

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Lula detalha reunião com Trump após encontro na Casa Branca metropoles
1 de 1 Lula detalha reunião com Trump após encontro na Casa Branca metropoles - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta quinta-feira (7/5) a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), deflagrada contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Em Washington, após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, Lula foi questionado por jornalistas sobre a operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso envolvendo o Banco Master.

“Eu espero que todas as pessoas investigadas sejam inocentes”, declarou o petista, com tom de ironia. Em seguida, Lula sorriu.

“Você percebe que é difícil eu falar de uma coisa, que eu estou aqui em Washington, aconteceu no Brasil. Há uma decisão do ministro André Mendonça de que houvesse a operação, ela foi feita. A Polícia Federal cumpriu uma decisão judicial”, comentou o presidente.

Ciro Nogueira é aliado próximo do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Recentemente, Flávio afirmou que Ciro seria um bom nome para vice-presidente em sua eventual chapa e destacou a lealdade do político à família Bolsonaro.

Ciro e o Master

Investigação da PF aponta que o senador Ciro Nogueira recebia repasses mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que chegaram a R$ 500 mil por mês.

Ciro foi alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero. Ele estava em sua residência, no Lago Sul, em Brasília (DF), quando os agentes da PF deram início às buscas.

Ainda segundo os investigadores da PF, a relação entre o senador e o banqueiro extrapolava a “mera amizade“, o “vínculo fraternal” ou a “atuação política regular”, e configura trocas financeiras e políticas, que são descritas na apuração. Entre essas trocas, a PF destaca:

  • a aquisição de participação societária estimada em aproximadamente R$ 13 milhões pelo valor de R$ 1 milhão;
  • repasses mensais de R$ 300 mil, ou mais – considerando relatos de que o montante teria evoluído para R$ 500 mil;
  • a disponibilização gratuita, por tempo indeterminado, de imóvel de elevado padrão; e
  • pagamento de hospedagens, deslocamentos e demais despesas inerentes a viagens internacionais de alto custo.

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