Lula explica próximos passos de acordo sobre terras raras com Índia
Petista quer trazer cadeias de processamento ao Brasil e sinaliza ampliar a prospecção de terras raras em território nacional
atualizado
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Nova Déli e Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, neste sábado (21/02), que o acordo firmado com a Índia busca implementar cadeias de processamento dos minerais críticos no Brasil “sem fazer opções excludentes”.
Mais cedo, junto ao primeiro-ministro Narendra Modi, os líderes anunciaram a assinatura de oito atos, incluindo um memorando de cooperação sobre terras raras- o primeiro do tipo assinado pelo Brasil com outro país.
Lula discursou no Fórum Empresarial Brasil-Índia, em Nova Déli, onde também citou a ampliação da prospecção das chamadas terras raras. O país tem somente 30% de todo o território prospectado, percentual que já coloca o Brasil como uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo.
“Queremos atrair a cadeia de processamento dessas riquezas para o território brasileiro sem fazer opções excludentes. O acordo assinado hoje com a india vai exatamente nessa direção”, disse Lula.
Em 2025, o Governo Federal começou os trabalhos do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) com foco justamente na criação de politicas públicas voltadas à exploração desses recursos essenciais para a indústria de tecnologia.
O Governo Lula tem insistido nesse tema com ênfase na soberania nacional. Ao instalar cadeias de processamento no Brasil, os minerais críticos podem ser exportados com maior valor agregado do que se fossem somente vendidos como materia prima bruta.
“A transição energética e digital não se fará sem os minerais críticos. O Brasil conta com 26% das reservas mundiais dos minerais críticos, tendo apenas com 30% do território prospectado”, disse Lula.
