Kremlin confirma trégua entre Rússia e Ucrânia mediada por Trump
Yuri Ushakov, assessor de Vladimir Putin, confirmou em nome do presidente a trégua entre Rússia e Ucrânia mediada por Donald Trump
atualizado
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O Kremlin confirmou nesta sexta-feira (8/5) a adesão da Rússia ao cessar-fogo temporário anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a guerra entre Rússia e Ucrânia. A trégua deve ocorrer entre os dias 9 e 11 de maio e prevê também a troca de mil prisioneiros de guerra de cada lado.
A manifestação oficial do governo russo foi feita por Yuri Ushakov, assessor do presidente russo Vladimir Putin. Segundo ele, Moscou aceitou a iniciativa apresentada pela Casa Branca após conversas telefônicas entre representantes russos e norte-americanos.
“Em nome do presidente Vladimir Vladimirovich Putin, confirmo a aceitação, por parte da Rússia, da iniciativa recentemente proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump”, declarou Ushakov.
De acordo com o assessor, o principal objetivo do cessar-fogo será permitir uma troca humanitária de prisioneiros de guerra no formato “mil por mil”.
O Kremlin afirmou ainda que os Estados Unidos atuaram diretamente junto a Kiev para viabilizar o acordo.
Dia da Vitória
A trégua coincide com as celebrações do Dia da Vitória, uma das datas mais simbólicas do calendário político russo, que marca os 81 anos da derrota da Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Segundo Ushakov, o fato de a proposta ter sido programada para o período do feriado tem “significado especial” para Moscou.
Mais cedo, Trump anunciou o acordo em publicação nas redes sociais e afirmou esperar que a medida represente “o começo do fim” da guerra.
“Este pedido foi feito diretamente por mim e agradeço imensamente a concordância do presidente Vladimir Putin e do presidente Volodymyr Zelensky”, escreveu o norte-americano.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, também confirmou o entendimento. Segundo ele, Kiev trabalha para organizar rapidamente a operação de troca de prisioneiros e garantir a implementação do cessar-fogo.
Apesar do acordo, o clima entre Moscou e Kiev segue marcado por desconfiança. Às vésperas das comemorações do Dia da Vitória, Zelensky voltou a criticar duramente o Kremlin e acusou a Rússia de usar a pausa nos combates como instrumento político.
A trégua ocorre ainda em meio a tensões internas na Rússia. Relatórios divulgados por veículos investigativos europeus apontam que o Kremlin reforçou drasticamente a segurança presidencial diante de temores de conspirações internas, vazamentos e possíveis ameaças contra Putin.






