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Mundo

Justiça da Venezuela suspende resultado das primárias da oposição

Oposição de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, organizou uma votação para decidir quem vai disputar a Presidência do país em 2024

30/10/2023 22:54
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Pedro Rances Mattey/Anadolu via Getty Images
Foto colorida de María Corina Machado, candidata da oposição na Venezuela - Metrópoles

A Suprema Corte de Justiça da Venezuela suspendeu, nesta segunda-feira (30/10), o resultado das eleições primárias organizadas pela oposição do presidente Nicolás Maduro, que ocorreu em 22 de outubro.

Mais de 2,3 milhões de venezuelanos votaram nas primárias da oposição a fim de escolher um político para enfrentar Nicolás Maduro nas eleições presidenciais marcadas para 2024. A vencedora do pleito foi Maria Corina Machado. A votação não contou com a participação do governo da Venezuela.

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Nicolás Maduro esteve em Brasília em 29 de junho
Líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado
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Líder da oposição na Venezuela, María Corina Machado

Getty Images/ Carlos Becerra
Nicolás Maduro esteve em Brasília em 29 de junho
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Nicolás Maduro esteve em Brasília em 29 de junho

Vinícius Schmidt/Metrópoles

A Procuradoria da Venezuela justificou que investiga as eleições primárias, assim como os seus organizadores, por crimes eleitorais e financeiros e conspiração. O governo do país vizinho defende que houve fraude desde o dia da votação.

O pedido de investigação do pleito foi movido pelo deputado chavista Jose Brito, que solicitou a revisão de possíveis irregularidades. A decisão não esclarece se o processo poderá levar à anulação da votação.

A Suprema Corte da Venezuela solicitou que a comissão organizadora das primárias apresente o “histórico administrativo, contendo as 25 fases do processo eleitoral”, que vão desde a convocação do evento até a divulgação do vencedor.

Além disso, a decisão pede o envio dos documentos utilizados para aprovar as candidaturas de candidatos vetados para ocupar cargos públicos, como é o caso de María Corina Machado, proibida de concorrer na Venezuela até 2030.