Julian Assange tem derrame em prisão de segurança máxima na Inglaterra

Fundador da página WikiLeaks, australiano está preso desde 2019 e luta contra extradição. Acidente isquêmico teria sido causado por estresse

atualizado 11/12/2021 20:31

David G Silvers/Cancillería del Ecuador

Julian Assange, fundador da página WikiLeaks, sofreu um pequeno derrame na prisão de Belmarsh, na Inglaterra. A informação foi divulgada pela noiva dele, Stella Moris, na noite de sexta-feira (10/12), e confirmada pelo perfil da empresa no Twitter.

O australiano de 50 anos está sob prisão preventiva na penitenciária de segurança máxima, enquanto luta contra o processo de extradição para os Estados Unidos. Preso desde 2019, Assange é alvo de 18 acusações criminais nos EUA, por espionagem e vazamento de dados sigilosos.

O empresário sofreu o acidente vascular isquêmico na manhã de sua última audiência do processo de extradição, em 27 de outubro, segundo informações do Daily Mail. A informação, no entanto, só foi revelada agora. De acordo com Moris, entre os efeitos do quadro, ele ficou com a pálpebra direita caída, problemas de memória e sinais de danos neurológicos causados por estresse.

Na última sexta-feira (10/12), o Reino Unido aprovou o pedido de recurso dos EUA para extraditar Assange. Apesar da aprovação do pedido, a extradição ainda depende de outros fatores para acontecer. Caso a determinação se confirme, ele pode receber pena de 175 anos em território norte-americano.

Os EUA pedem que Assange seja entregue ao país devido ao vazamento em massa de documentos confidenciais do governo. Para isso, vêm tentando apresentar garantias ao Reino Unido sobre o tratamento que o australiano receberia caso fosse levado ao país.

O empresário é acusado de divulgar, entre os anos de 2010 e 2011, cerca de 250 mil mensagens diplomáticas e mais de 500 mil documentos confidenciais dos EUA sobre a atuação do país no Iraque e no Afeganistão.

Ao portal, Moris disse que ele foi mantido em sua cela por longos períodos e que sofreu falta de ar por conta da ausência de ar fresco e luz solar adequados. Desde o acidente vascular, Assange fez uma ressonância magnética e agora está sendo medicado com fármacos anti-AVC.

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