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O juiz federal argentino Sebastián Casanello convocou nesta sexta-feira (1º/9) para prestar depoimento 20 indiciados no caso que investiga se houve supervalorização e subornos na adjudicação da construção de duas plantas potabilizadoras de água, no marco das concessões à construtora Odebrecht. A informação é da EFE.

Segundo explicou a agência estatal de notícias Télam, entre os convocados a depor se encontram o ex-titular da estatal Água e Saneamentos Argentinos (AYSA), Carlos Ben, o ex-presidente da Câmara Argentina da Construção, Carlos Wagner, e o empresário Benito Roggio.

A Justiça argentina investiga a suposta implicação da construtora brasileira em irregularidades e pagamentos de subornos para obter contratos de obras públicas durante o governo de Cristina Kirchner (2007-2015).

No último dia 21 de junho, o procurador argentino Federico Delgado pediu que 29 ex-funcionários e empresários prestassem depoimento na mesma causa por supostos delitos de fraude à administração pública e negociações incompatíveis.

Delgado pediu que se examinassem os pormenores em torno da ampliação de uma planta potabilizadora na cidade de Tigre e uma depuradora em Berazategui, ambas na província de Buenos Aires e encomendadas pela AYSA. Por outro lado, também se investiga a concessão à Odebrecht de um projeto de ampliação de gasodutos e a ampliação da ferrovia Sarmiento.

A construtora admitiu em dezembro do ano passado ter pago cerca de US$ 35 milhões em subornos na Argentina, tanto a funcionários do governo anterior como do atual.

No último dia 16 de junho, a procuradora-geral da Argentina, Alejandra Gils Carbó, e seu homólogo brasileiro, Rodrigo Janot, decidiram criar uma equipe conjunta, formada por procuradores de ambos países, para investigar a concessão de obras públicas outorgadas à Odebrecht.

 

 

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