Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

Trump volta a barrar jornalistas na Casa Branca mesmo após decisão judicial

Decisão da Corte de Justiça dos Estados Unidos determinou que a administração Trump permita acesso dos veículos CNN, MS NOW e Politico

24/09/2026 10:47, atualizado 24/09/2026 11:02
Molly Riley/Casa Branca
Trump na Casa Branca

Jornalistas dos veículos CNN, MS NOW e Politico voltaram a ser barrados na Casa Branca, na manhã desta quinta-feira (24/9), mesmo após decisão judicial que determinou que fosse restabelecido o acesso dos repórteres ao prédio.

O juiz Timothy Kelly determinou, ainda na manhã de hoje, que a administração Donald Trump restabelecesse a entrada e devolvesse as credenciais dos profissionais que tiveram o acesso suspenso à Casa Branca. De acordo com o magistrado, a medida adotada pelo mandatário era “inconstitucional.

Apesar da decisão, a CNN divulgou, na manhã de desta quinta, que jornalistas do veículo não puderam acessar o prédio.

“Alguns funcionários da CNN, no entanto, não conseguiram acessar a Casa Branca na manhã de quinta-feira. A repórter da CNN Betsy Klein e um fotojornalista tiveram o acesso negado aos jardins da Casa Branca por volta das 6h. Nenhuma justificativa foi dada para a recusa, e a CNN continuará tentando obter acesso assim que o expediente normal começar […] Segundo as próprias publicações, repórteres da MS NOW e da Politico também foram impedidos de entrar no prédio na manhã de quinta-feira”, informou a emissora.

Na sexta-feira da semana passada, o presidente dos Estados Unidos acusou, sem provas, os três veículos de publicarem notícias falsas sobre seu governo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Um dia depois, jornalistas relataram terem sido impedidos de entrar na sede do governo norte-americano e que tiveram suas credenciais confiscadas.

Em reação à decisão, cinco grandes emissoras anunciaram que suspenderiam a cobertura do Executivo norte-americano: ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC, que compõem o chamado pool de imprensa.

A defesa de Trump alegou que a proibição teria sido motivada por preocupações com a segurança nacional. Esse argumento, no entanto, foi rejeitado pela Justiça.