Jatinho de brasileiro é apreendido na Bolívia com 189 kg de ouro
A Aduana Nacional da Bolívia divulgou um comunicado oficial sobre a apreensão. O registro da aeronave é brasileiro

A Aduana Nacional da Bolívia emitiu uma nota oficial para detalhar a operação que interceptou cerca de 189 quilos de ouro em uma aeronave no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, no último dia 22. Segundo informações que constam no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave pertence a um empresário brasileiro.
Após a repercussão da notícia, a aeronave foi identificada como um Gulfstream G100 (IAI Astra) de matrícula brasileira PS-ZRZ, registrada em nome de Valdir José Zorzo, proprietário do Grupo Dallas Alimentos, empresa brasileira do setor de alimentos de Mato Grosso do Sul, produtora de massas, biscoitos e beneficiamento de arroz.
Em 22 de julho, o órgão boliviano detalhou que os 189 kg de ouro apreendidos seriam embarcados em um voo fretado a Dubai. A operação conquistou repercussão após ser amplamente divulgada por veículos de imprensa.
“A equipe de plantão da administração aduaneira do Aeroporto Internacional de Viru Viru tomou conhecimento, por meio do responsável pelo voo fretado, de que passageiros transportavam bagagem de mão com mercadoria consistente em ouro”, informou o órgão.
Segundo a Aduana Nacional da Bolívia, a carga de ouro foi apreendida após o órgão constatar que a exportação não possuía registro no Sistema Único de Modernização Aduaneira (Suma) e nem a documentação legal para ser transportada. Diante da irregularidade, a polícia boliviana apreendeu o ouro e iniciou uma investigação sobre o transporte do minério.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO documento de autorização de sobrevoo relata que o piloto em comando seria o brasileiro Jim Clark D’Angelo Macedo Araújo, de acordo com o jornal brasileiro MídiaMax.
Plano para transportar ouro tinha EUA como destino final
A aeronave teria decolado de Campo Grande (MS) no último dia 21 de julho, com uma parada em Corumbá e depois no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, onde a exportação foi autuada por irregularidades.
De acordo com o jornal boliviano El Deber, o plano era transportar o ouro para São Paulo (SP), Brasil, e de lá enviá-lo para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. No entanto, agentes responsáveis pelo voo fretado e a Naabol (Agência Nacional de Navegação Aérea e Aeroportos da Bolívia) detectaram irregularidades durante uma inspeção por raio-X.
O piloto, funcionário do Grupo Dallas, não foi preso e, após os procedimentos necessários, a aeronave foi liberada e retornou ao Brasil. A investigação continua para identificar os responsáveis pela origem do ouro e pela organização da operação internacional de transporte clandestino.



