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Intimado pelo seu partido, o Congresso Nacional Africano (CNA), a deixar o cargo em meio a denúncias de corrupção e à perda do apoio da cúpula da legenda, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, renunciou nesta quarta-feira (14/2).

A cúpula da sigla determinou, na terça-feira (13), ao presidente que renunciasse ao cargo, a pouco mais de um ano das eleições gerais de 2019. A pressão sobre Zuma, envolvido em diversas denúncias de corrupção, aumentou depois da troca no comando do CNA, agora a cargo de Cyril Ramaphosa, rival de Zuma.

O confronto interno do partido, que perdeu a aura heroica do passado em razão de denúncias generalizadas de corrupção, paralisou a África do Sul. Antes blindado pelo CNA apesar das denúncias da oposição, Zuma viu-se isolado após a chegada de Ramaphosa ao cargo.

Na conferência geral do partido, em dezembro, Ramaphosa, que desde 2014 é o vice-presidente do país, foi eleito para suceder Zuma no comando do CNA. Na ocasião, ele derrotou a ex-mulher de Zuma, Nkosazana Dlamini-Zuma, apoiada pelo presidente na disputa.

Desde então, Ramaphosa e seus aliados vinham pressionando Zuma para entregar o cargo, apesar de seu mandato só acabar em meados de 2019. Na avaliação dessa facção, o novo presidente do CNA deve assumir o comando do país o quanto antes, para reconstruir o partido e reconquistar eleitores decepcionados com os frequentes escândalos de corrupção e resultados ruins na economia que marcam a era Zuma.

Partidos da oposição também pressionavam pela saída de Zuma, mas preferiam que as eleições do ano que vem fossem antecipadas, em uma aparente tentativa de capitalizar o descontentamento geral com o CNA. A oposição também defendia a antecipação da votação de uma nova moção de desconfiança contra Zuma no Parlamento, que estava marcada para o dia 22.

 

 

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