Israel lança nova ofensiva contra o Irã, após ataque em bases dos EUA. Siga no YouTube
Segundo próprio Exército israelense, a nova ofensiva visa lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea do Irã
atualizado
Compartilhar notícia

O Exército de Israel iniciou uma nova ofensiva contra o Irã. Os ataque começaram na madrugada deste sábado (28/2) e, segundo a própria Força de Defesa de Israel, a investida mira “lançadores de mísseis e sistemas de defesa aérea no centro do Irã”.
Novos estrondos foram ouvidos ao longo do dia e o Exército israelense confirmou, ao Metrópoles, a continuidade dos ataques, que são apoiados pelos Estados Unidos.
Por meio das redes sociais, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos iniciaram “grandes operações de combate” no Irã, prometendo aniquilar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear. Em um vídeo de oito minutos publicado na rede Truth Social, Trump acusa o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares” e afirmou que os EUA “não aguentam mais”.
Ataques sem precedentes
O último ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã aconteceu em junho de 2025. Naquela ocasião, os ataque começaram à luz do dia. Desta vez, a ofensiva começou ainda durante a madrugada, no sábado, considerado o primeiro dia da semana o Irã, enquanto milhões de pessoas iam trabalhar ou estudar.
Em resposta, o Irã atacou bases americanas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita. Outros países atingidos até o momento são Jordânia e Iraque. O país informou ter atingido 14 bases militares dos Estados Unidos.
Uma pessoa morreu após ser atingida por destroços em uma área residencial de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
War has begun!
The sound of three explosions reported in central Tehran , the situation looks tense and developing.
Hoping for clarity, restraint, and safety for civilians. #Tehran #Iran pic.twitter.com/aPujyysWMO
— Mirchi Masala (@iMirchiMasala) February 28, 2026
🚨🚨🚨Confirmed strikes in Tehran
・Iran’s Ministry of Intelligence
・Iran’s Ministry of Defense
・Supreme Leader’s office
・Iranian Atomic Energy Agency pic.twitter.com/q84X45Ktle— Patriot (@_Patriot1776Q_) February 28, 2026
O escritório do Líder Supremo do Irã, a sede principal de Ali Khamenei no centro de Teerã, seria o principal alvo. Segundo a agência de notícias estatal Irna, o presidente do país, Masoud Pezeshkian, está vivo.
Uma fonte de segurança israelense disse ao jornal Times of Israel que o ataque é uma operação conjunta entre os EUA e Israel. Um oficial do país disse que está se preparando para vários dias de conflito com o Irã.
Segundo jornais iranianos, foi vista uma nuvem de fumaça no centro da cidade e ouvidas três explosões no centro de Teerã. Também foram ouvidas explosões nas províncias de Lorestan e Kermanshah. Após o ataque, o Irã e Israel fecharam seus espaços aéreos. “Solicita-se ao público que não se dirija aos aeroportos até novo aviso”, afirma o Ministério dos Transportes de Israel em comunicado.
Pelas redes sociais, o Departamento de Defesa dos EUA nomeou sua missão no Irã de “Operação Fúria Épica”.
Retaliação iraniana
Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informou uma autoridade americana à CNN internacional.
Em vídeos que circulam na internet, é possível ver uma nuvem de fumaça no local.
Video of Iranian ballistic missile hitting the US Navy's 5th Fleet support base in Bahrain. pic.twitter.com/qopfpc7Vi7
— WarMonitor🇺🇦🇬🇧 (@WarMonitor3) February 28, 2026
Mais cedo, o Irã também lançou mísseis em direção a Israel.
A Força Aérea de Israel disse que detectou mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel. “Neste momento, a Força Aérea está trabalhando para interceptar e atacar onde for necessário para eliminar a ameaça. A defesa não é hermética e, portanto, as instruções do Comando da Frente Interna devem continuar a ser seguidas”, afirmou.
Negociações com o Irã
As negociações entre os EUA e o Irã sobre o programa nuclear iraniano terminaram sem conclusões na sexta-feira (27/2). Uma nova reunião ficou marcada para a próxima semana. Ontem, Trump disse que “não estava feliz” com o progresso das negociações.
“Temos uma grande decisão a tomar, que não é fácil. Eu preferiria resolvê-la de forma pacífica, mas quero dizer que essas pessoas são muito perigosas e difíceis”, disse.
Retirada em Israel
O Departamento de Estado autorizou, na sexta-feira (27/2), a saída de funcionários não essenciais do governo norte-americano e de seus familiares da missão dos EUA em Israel, citando riscos crescentes de segurança diante do aumento das tensões regionais envolvendo o Irã.
Em comunicado atualizado pela embaixada em Jerusalém, o governo informou que a medida foi adotada “devido a riscos de segurança”, e que novas restrições podem ser impostas sem aviso prévio em áreas como a Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia.
A recomendação também orienta que cidadãos considerem deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis — um indicativo de que Washington trabalha com cenários de deterioração rápida do ambiente de segurança.












