Israel barra ajuda a Gaza após encontrar óleo de motor em carga da ONU
Entidade israelense afirma ter encontrado óleo de motor junto a carga de óleo de girassol enviada pela ONU para Faixa de Gaza
atualizado
Compartilhar notícia

O governo de Israel anunciou a suspensão de ajuda humanitária das Nações Unidas (ONU) para a Faixa de Gaza após afirmar ter encontrado óleo de motor junto a um carregamento de óleo de cozinha com destino ao enclave. O material teria sido enviado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O produto foi encontrado pela Coordenação de Atividades Governamentais nos Territórios (Cogat, na sigla em inglês), responsável por coordenar o transporte de ajuda humanitária enviada à Faixa de Gaza.
Em uma publicação nas redes sociais nessa quarta-feira (25/3), a entidade afirma que “equipes de segurança interceptaram centenas de garrafas de óleo de motor, um item de uso duplo restrito, contrabandeado dentro de caixas da Pnud”. Segundo o órgão, o óleo de motor tem “exploração para fins terroristas” pelo Hamas.
“Até que uma investigação completa seja realizada, todos os envios do PNUD estão suspensos com efeito imediato. Quando dizemos que a triagem de segurança é necessária, é por isso. Nós fornecemos os corredores; não daremos cobertura para o contrabando”, escreveu.
Ainda segundo a entidade, o contrabando foi localizado em Kerem Shalom, na tríplice fronteira entre Israel, Egito e Faixa de Gaza. O local é uma das principais passagens de ajuda humanitária para o enclave.
O Ministério de Relações Exteriores de Israel chegou a ironizar a situação através de seu perfil oficial no X. Com uma imagem animada, o perfil afirma ainda que o “PNUD tem uma definição interessante de ajuda”. Veja a publicação:
Last we checked, engine oil isn’t a cooking ingredient.
The UNDP has an interesting definition of aid. https://t.co/FBJzG1HBGx pic.twitter.com/OxFiGyuNjd
— Israel Foreign Ministry (@IsraelMFA) March 26, 2026
A ONU e nem o Pnud se manifestaram sobre a suspensão da ajuda para a Gaza. Procuradas pelo Metrópoles, as organizações também não se manifestaram sobre a decisão e nem sobre a acusação feita pelo governo israelense. O espaço segue aberto para manifestação.
