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O ministro de Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, rejeitou neste domingo (1º/4) pedidos internacionais de uma investigação sobre a violência na fronteira entre Gaza e Israel. Segundo ele, soldados israelenses agiram corretamente e atiraram apenas em manifestantes que representavam ameaça. Nos confrontos ocorridos na sexta-feira (30/3), 15 palestinos foram mortos e mais de 750 ficaram feridos, de acordo com fontes do Ministério da Saúde da Palestina. Este foi o confronto mais violento na região desde a guerra de 2014 entre Israel e o Hamas

Grupos de defesa de direitos humanos acusam o exército israelense de usar força excessiva, e tanto o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, quanto a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini, pediram uma investigação. Em entrevista à radio do Exército, Lieberman afirmou que Israel não vai cooperar com uma possível investigação da ONU.
Do ponto de vista dos soldados de israelenses, eles fizeram o que tinha de ser feito. Todos merecem elogios, e não haverá uma investigação"
Ministro de Defesa de Israel

Os protestos na fronteira foram liderados pelo Hamas e seriam o início de uma campanha de seis semanas para derrubar o bloqueio fronteiriço imposto por Israel e pelo Egito, depois que o grupo militante islâmico tomou Gaza das forças leais ao seu rival, o presidente palestino Mahmoud Abbas, em 2007.

Em sua defesa, os militares israelenses disseram que apenas reagiram a ataques violentos contra soldados. Vídeos, no entanto, mostram pessoas sendo atingidas por tiros quando estavam longe da fronteira ou não provocavam tumultos. Segundo Israel, o Hamas está divulgando gravações incompletas, editadas ou que são “completamente fabricadas”.