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Mundo

Israel diz que não haverá investigação sobre violência em Gaza

Segundo o governo, soldados israelenses agiram corretamente e atiraram apenas em manifestantes palestinos que representavam ameaça

01/04/2018 16:22
Palestinians walk during the sunset between the rubble of their destroyed building in Shijaiyah neighborhood of Gaza City in the northern Gaza Strip, Sunday, Oct. 12, 2014. Delegates representing some 50 nations and 20 regional and international organizations attended a donor conference in Cairo, Egypt, on Sunday to help Gaza rebuild after the war between Israel and Gaza's militant Islamic group Hamas this summer. Organizers of the Cairo conference hope pledges of over 5 billion dollars by donors will be paid over the period of three years to aid reconstruction in the Gaza Strip, which borders Israel and Egypt. Both countries have blockaded Gaza since Hamas took power there in 2007, causing the territory of 1.8 million people economic hardships and high unemployment. (AP Photo/Adel Hana)
Israel diz que não haverá investigação sobre violência em Gaza

O ministro de Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, rejeitou neste domingo (1º/4) pedidos internacionais de uma investigação sobre a violência na fronteira entre Gaza e Israel. Segundo ele, soldados israelenses agiram corretamente e atiraram apenas em manifestantes que representavam ameaça. Nos confrontos ocorridos na sexta-feira (30/3), 15 palestinos foram mortos e mais de 750 ficaram feridos, de acordo com fontes do Ministério da Saúde da Palestina. Este foi o confronto mais violento na região desde a guerra de 2014 entre Israel e o Hamas

Grupos de defesa de direitos humanos acusam o exército israelense de usar força excessiva, e tanto o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, quanto a chefe de política externa da União Europeia, Federica Mogherini, pediram uma investigação. Em entrevista à radio do Exército, Lieberman afirmou que Israel não vai cooperar com uma possível investigação da ONU.

Do ponto de vista dos soldados de israelenses, eles fizeram o que tinha de ser feito. Todos merecem elogios, e não haverá uma investigação

Ministro de Defesa de Israel

Os protestos na fronteira foram liderados pelo Hamas e seriam o início de uma campanha de seis semanas para derrubar o bloqueio fronteiriço imposto por Israel e pelo Egito, depois que o grupo militante islâmico tomou Gaza das forças leais ao seu rival, o presidente palestino Mahmoud Abbas, em 2007.

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Em sua defesa, os militares israelenses disseram que apenas reagiram a ataques violentos contra soldados. Vídeos, no entanto, mostram pessoas sendo atingidas por tiros quando estavam longe da fronteira ou não provocavam tumultos. Segundo Israel, o Hamas está divulgando gravações incompletas, editadas ou que são “completamente fabricadas”.

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