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Mundo

Irã executa acusado de atuar em "missão" do Mossad em protestos

Efran Kiani teria liderado grupo que cometeu incêndios em Isfahan durante os protestos em janeiro que anteciparam a guerra com os EUA

25/04/2026 10:40
Reprodução/X
Protestos no Irã

O Irã executou, neste sábado (25/04), uma das pessoas acusadas de organizar as manifestações realizadas no início do ano no país. Efran Kiani teria atuado em uma “missão” do governo de Israel para desestabilizar o governo iraniano e teve a condenação confirmada pela Suprema Corte.

Trata-se da quarta execução feita pelo regime relacionada aos protestos realizados em janeiro. Segundo a agência de notícias do Poder Judiciário do Irã, Kiani exercia cargo de liderança e estaria trabalhando sob ordens da Mossad, o serviço de inteligência israelense.

Segundo as autoridades iranianas, ele teria “preparado terreno” para incendiar propriedades públicas e “cometido assassinatos” em Isfahan, uma das maiores cidades do país e palco das manifestações.

“De acordo com o processo, Erfan Kiani, juntamente com outros indivíduos que liderava, em 8 de janeiro, por volta das 20h, no cruzamento de Piroozi, enquanto uma multidão se reunia, destruiu propriedades públicas e preparou o terreno para um incêndio na rua, carregando tábuas de madeira e pneus previamente colocados no local”, afirma a agência de notícias do Poder Judiciário do Irã.

EUA e Irã vão ao Paquistão 

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Quase dois meses depois do início do conflito, representantes da diplomacia iraniana e dos Estados Unidos estarão no Paquistão. O Irã afirma que a viagem ao país não inclui tratativas diretas com o governo de Donald Trump, mas sim com o governo paquistanês. Representantes dos EUA, por outro lado, afirmam que a missão diplomática responde a um pedido do Irã para uma nova rodada de negociações.

O prolongamento do conflito tem sido um ponto sério de desgaste para Donald Trump. O salto nos preços do petróleo por causa da interrupção do fluxo de navegação no estreito de Ormuz e as baixas militares comprovam falhas na condução da guerra pelo republicano, que, no início do conflito, dizia que a disputa se encerraria em semanas.