Irã afirma que manifestante Erfan Soltani não foi condenado à morte

Soltani, de 26 anos, é o primeiro manifestante iraniano a supostamente receber uma sentença de morte desde o início dos atuais protestos.

atualizado

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Erfan Soltani, manifestante iraniano
1 de 1 Erfan Soltani, manifestante iraniano - Foto: Divulgação

O Judiciário do Irã afirmou nesta quinta-feira (15/1) que o manifestante Erfan Soltani não foi condenado à morte, de acordo com a mídia estatal iraniana. O jovem, de 26 anos, é o primeiro manifestante do país a supostamente receber uma sentença de morte desde o início da onda de protestos no país, no final do ano passado.

Segundo o jornal britânico The Guardian, a família de Soltani declarou que havia sido informada que a execução do jovem havia sido adiada. O governo iraniano não divulgou maiores detalhes sobre o recuo na sentença de morte do manifestante.

Soltani, que é funcionário de uma loja de roupas, foi preso a noroeste de Teerã na última quinta-feira (8/1), após participar de protestos, e sua execução estava marcada para essa quarta-feira (14/1), segundo grupos de direitos humanos.


 

Onda de protestos

  • O Irã enfrenta, desde o final de dezembro de 2025, uma onda de protestos que começou com queixas econômicas e rapidamente se transformou em protestos contra o regime dos aiatolás.
  • A repressão já deixou milhares de mortos, segundo organizações internacionais, e levou os Estados Unidos a adotar um tom cada vez mais agressivo, com ameaças públicas de “reações muito enérgicas” caso o regime avance com execuções de manifestantes.
  • Dados foram divulgados nessa quarta-feira (14/1) pela ONG de defesa dos direitos humanos HRANA, sediada nos Estados Unidos, apontam para quase 3 mil mortos durante as manifestações.

Mais mortos

Apesar dos números divulgados pela HRANA, as estimativas podem, porém, ser muito maiores. Segundo investigações publicadas pelo Iran Human Rights Documentation Center, o número de mortos pode chegar a 12 mil pessoas, resultado de operações realizadas em diversas cidades iranianas. A organização afirma ainda que grande parte das vítimas tinha menos de 30 anos, incluindo estudantes.

O contexto interno segue marcado por forte censura. Há uma semana, o país enfrenta um apagão quase total de internet, dificultando o acesso a informações e a confirmação do número real de vítimas.

Quase 11 mil pessoas já foram presas e a Anistia Internacional pediu ao Irã que “suspenda imediatamente todas as execuções, incluindo a de Erfan Soltani”.

Teerã acusou Washington de buscar um “pretexto” para uma intervenção militar. A missão iraniana na ONU diz que os americanos tentam derrubar o regime à força.

Irã reabre espaço aéreo

Por volta do meio-dia desta quinta (horário local), a televisão estatal iraniana divulgou um comunicado da Autoridade de Aviação Civil do país afirmando que o espaço aéreo iraniano estava “com voos de entrada e saída, e os aeroportos estavam prestando serviços aos passageiros”.

O Irã fechou seu espaço aéreo para voos comerciais por horas, sem explicações, na madrugada desta quinta, enquanto as tensões com os EUA permaneciam elevadas devido à repressão de Teerã aos protestos em todo o país.

O fechamento durou mais de quatro horas, segundo orientações emitidas pelo governo iraniano

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