Inflação na Argentina acelera em março e atinge 3,4% no mês

Alta foi puxada por tarifas, educação e transporte; resultado reforça desafios para desaceleração dos preços em 2026

atualizado

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Tomas Cuesta/Getty Images
Presidente da Argentina Milei
1 de 1 Presidente da Argentina Milei - Foto: Tomas Cuesta/Getty Images

A inflação na Argentina voltou a acelerar em março de 2026, em um sinal de pressão renovada sobre a economia do país e sobre o plano de estabilização do presidente Javier Milei.

Os preços ao consumidor subiram 3,4% no mês, acima dos 2,9% registrados em fevereiro e também acima das expectativas do mercado.

No acumulado do primeiro trimestre, a inflação já chega a 9,4%, indicando uma retomada da trajetória de alta após um período de desaceleração ao longo de 2025.

Em 12 meses, a inflação gira em torno de 30%, ainda em patamar elevado, apesar da forte queda em relação aos níveis extremos observados no início do governo Milei.

A aceleração de março foi impulsionada principalmente pelos preços regulados, que avançaram com reajustes em tarifas públicas, transporte e serviços essenciais. O setor de educação liderou as altas, com aumento expressivo no início do ano letivo, enquanto o transporte também registrou forte elevação, refletindo reajustes de combustíveis e tarifas.

Alimentos, especialmente carnes, também tiveram impacto relevante sobre o índice, pressionando o custo de vida da população.

O resultado marca o décimo mês seguido de aceleração da inflação mensal, o que acende um alerta dentro do governo argentino. Após um período de desaceleração consistente em 2024 e parte de 2025, resultado de um forte ajuste fiscal, corte de gastos e medidas de choque, os preços voltaram a mostrar resistência à queda.

O governo argentino trabalha com a meta de levar a inflação anual para cerca de 10% em 2026, mas analistas já consideram o objetivo difícil de ser alcançado diante da dinâmica atual.

A combinação de reajustes de preços administrados, pressões externas e recomposição de preços relativos tem dificultado uma desaceleração mais rápida. Apesar disso, a expectativa oficial é de que a inflação volte a perder força nos próximos meses, à medida que os efeitos sazonais se dissipem e o aperto fiscal continue produzindo resultados.

A inflação crônica é um dos principais problemas da economia argentina há décadas e se agravou nos últimos anos, em meio a crises cambiais, desequilíbrios fiscais e perda de credibilidade da política econômica.

Embora os números atuais sejam significativamente menores do que os registrados recentemente, como os mais de 100% ao ano em 2024, o país ainda enfrenta dificuldades para consolidar uma trajetória sustentável de estabilidade de preços.

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