Índia reforça aliança com o Talibã diante da tensão com o Paquistão

Índia anunciou reabertura da embaixada do país no Afeganistão, e pediu união com o Talibã contra o “terrorismo transfronteiriço”

atualizado

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Divulgação/Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão
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1 de 1 Imagem colorida mostra reunião entre os chanceleres da Índia e Afeganistão - Metrópoles - Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores do Afeganistão

Em meio à tensão adormecida com o Paquistão, o governo da Índia deu mais um passo rumo à aproximação com o Talibã, e anunciou a reabertura da embaixada indiana no Afeganistão após quatro anos. A decisão foi divulgada na sexta-feira (10/10), durante visita do chanceler afegão, Amir Khan Muttaqi, a Nova Déli.

Esta é a primeira vez que um membro do Talibã visita a Índia desde 2021, quando o grupo retomou o poder no Afeganistão após a retirada de tropas dos Estados Unidos. Alvo de sanções do Conselho de Segurança da ONU, como a proibição de viagens internacionais, Muttaqi se reuniu com o colega indiano, Subrahmanyam Jaishankar.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores afegão, a aproximação diplomática também inclui a abertura de uma embaixada do Afeganistão na capital indiana, Nova Déli. Apesar da decisão, a Índia ainda não reconhece oficialmente o governo do Talibã, assim como a maioria da comunidade internacional.

A aproximação entre o governo indiano e o grupo islâmico surge em meio a tensões na região, envolvendo o Paquistão.

Em maio deste ano, Índia e Paquistão entraram um confronto direto, e realizaram bombardeios mútuos. Tudo começou após um ataque terrorista na região da Caxemira indiana, onde 26 pessoas foram assassinadas.

Como resposta, o governo indiano lançou uma operação militar contra o território paquistanês, visando eliminar instalações utilizadas por grupos terroristas localizados no país — e apontados como os responsáveis pelo atentado. Um cessar-fogo, porém, foi mediado pelos EUA quatro dias após o início do conflito.

Já o Talibã tem feito inúmeras acusações sobre ataques paquistaneses contra o Afeganistão. O último deles, segundo o Ministério da Defesa afegão, aconteceu na última quinta-feira (9/10), e atingiram a capital Cabul, além da província de Paktika.

Segundo a mídia independente do país, Noor Wali Mehsud, o líder do líder do Tehrik-i-Taliban Pakistan (TPP) — também conhecido como “Talibã paquistanês”, mas que opera a partir do Afeganistão — teria sido assassinado durante os bombardeios.

Por conta da situação regional, o chanceler indiano pediu união com o Afeganistão contra o que classificou como “terrorismo transfronteiriço”, durante encontro com o ministro das Relações Exteriores do Talibã.

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