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Índia reage à morte de marinheiros em ataque dos EUA no Golfo

Nova Délhi cobrou o fim dos ataques após três tripulantes indianos morrerem em ação dos EUA contra um petroleiro no Golfo de Omã

Madu Toledo11/06/2026 19:22
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Divulgação/ Centcom
Foto em preto e branco de petroleito atacado pelos EUA - Metrópoles

O governo indiano reagiu, nesta quinta-feira (11/6), à morte de três marinheiros do país em ataques militares dos Estados Unidos contra um petroleiro que navegava próximo ao Estreito de Ormuz, na quarta-feira (9/6).

“Esses ataques devem cessar imediatamente”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Randhir Jaiswal, em uma coletiva de imprensa. “Também apelamos ao diálogo e à diplomacia para que possamos retornar rapidamente à paz e à estabilidade na região.”

O ministro da Marinha Mercante e dos Portos da Índia, Sarbananda Sonowal, classificou o episódio como uma “perda profunda para nossa família marítima”.

O petroleiro MT Settebello foi atacado enquanto navegava pelo Golfo de Omã. O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou o disparo de dois mísseis contra a sala de máquinas do navio.

Segundo o órgão, a tripulação se recusou repetidamente a cumprir as ordens das forças americanas. Em comunicado, o Centcom afirmou ter agido contra o navio, de bandeira da Guiné-Bissau, enquanto ele tentava transportar petróleo iraniano pelo Golfo de Omã.

O secretário-geral dos marinheiros indianos, Manoj Yadav, questionou a ação militar. “Estou plenamente convencido de que as forças navais americanas sabiam quantos indianos e outros estrangeiros estavam a bordo dessas embarcações. Se os navios não tivessem cumprido as instruções, poderiam ter sido detidos.”

Ao todo 21 tripulantes foram resgatados e três pessoas foram encontradas sem vida. Os marinheiros mortos foram identificados como Patnala Suresh, engenheiro-chefe, Aditya Sharma, cadete de convés, e Shivanand Chaurashiya, mecânico.

Este foi o terceiro ataque atribuído pelos Estados Unidos a petroleiros acusados de violar o bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos desde abril.