Imprensa internacional envia equipes e repercute megaoperação no RJ

A ação policial resultou em 121 mortos e mais de 100 pessoas presas, além de 9 internadas, sendo a maioria policiais civis e militares

atualizado

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Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Mais de 50 corpos são enfileirados em praça após megaoperação no Rio
1 de 1 Mais de 50 corpos são enfileirados em praça após megaoperação no Rio - Foto: Tercio Teixeira/Especial Metrópoles

Três dias após a megaoperação contra o Comando Vermelho que se tornou a mais letal da história do Rio de Janeiro na última terça-feira (28/10), a imprensa internacional ainda repercute a ação e suas consequências. Jornais do mundo descreveram o espisódio como guerra urbana e vários veículos estão enviando equipes de jornalistas para a capital fluminense ou acionando suas equipes no Brasil.

O norte-americano The Washington Post afirmou que “a dimensão da operação de terça-feira foi sem precedentes. A ação provocou protestos, acusações de uso excessivo da força e pedidos de renúncia do governador do Rio”.

O argentino Clarín, que enviou um repórter ao Rio, descreveu a ação policial como sangrenta. “A sangrenta batalha no Rio de Janeiro, que deixou um rastro de mortos, contra um dos maiores cartéis de drogas do Brasil, oferece diversas lições importantes e levanta a suspeita de que esse evento possa ser muito mais do que aparenta”, publicou o jornal.

O La Nación, também da Argentina, afirmou que a operação se trata de um massacre nas favelas, que divide a Cidade Maravilhosa em duas: “A cidade parecia dividida em duas nesta quinta-feira: ao norte, o necrotério e os hospitais como estações de uma procissão dolorosa e silenciosa; ao sul, o cartão-postal da praia ensaiando uma normalidade com limites, copos de caipirinha que se esvaziam cedo e alto-falantes que se calam às 23h”, escreveu o jornal.

Na Inglaterra, a ação foi vista como “atuação do governador do Rio para preencher vazio na política da direita”, segundo matéria publicada pela BBC.

O também norte-americano The New York Times, por meio de uma correspondente no Rio, destacou, com vídeo aéreo, os corpos perfilados na rua pela população após a megaoperação. A reportagem relata a ação da polícia e a reação dos bandidos, citando inclusive as bombas carregadas por drones.

“No Brasil, muitos viram a demonstração de força de Castro [governador Cláidio Castro], um aliado de extrema-direita do ex-presidente Jair Bolsonaro, como uma tentativa de angariar pontos políticos junto aos brasileiros conservadores antes das eleições nacionais do ano que vem”, diz o texto. “Especialistas afirmam que tais medidas, há muito tempo comuns nos bairros pobres do Rio, pouco contribuíram para frear a expansão de grupos como o Comando Vermelho, pois geralmente têm como alvo os militantes de base, e não os líderes das organizações”, seguiu a publicação dos EUA.

Balanço da megaoperação mais letal da história do Rio

Coordenada pelo governo do Rio de Janeiro, sob gestão de Cláudio Castro (PL), a megaoperação invadiu 26 favelas localizadas nos complexos do Alemão e da Penha, em combate ao crime organizado.

A ação policial resultou em 121 mortos e mais de 100 pessoas presas, além de 12 internadas, sendo a maioria policiais civis e militares. Entre os mortos, também estão 4 policiais civis, dos 2.300 que participaram da megaoperação.

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