Imagens mostram resgate de vítimas após avalanche de lama no Nepal
Balanço preliminar aponta ao menos 95 mortos e centenas de desaparecidos no norte do Nepal, perto da fronteira com o Tibete

O Exército do Nepal divulgou vídeos das operações de busca e resgate de vítimas da avalanche de lama que atingiu o norte do país nesta quarta-feira (26/8). A tragédia deixou ao menos 95 mortos e centenas de pessoas desaparecidas. Veja:
Os militares já resgataram 88 pessoas até o momento, segundo o Exército. Bombeiros e outros agentes de segurança também participam das ações nos locais atingidos.
Outro vídeo publicado pelo Exército mostra os militares resgatando pessoas cobertas por lama no distrito de Rasuwa. Veja:
बाढी प्रभावितहरूको उद्धारमा #नेपालीसेना….
जहाँ संकट, त्यहाँ #नेपालीसेना !!! #NepaliArmy #BhotekoshiFlood pic.twitter.com/jeEudkYaP3— Nepali Army (@NepaliArmyHQ) August 26, 2026
Uma avalanche atingidiu o rio Bhote Koshi e provocou uma enchente que atingiu o norte do Nepal nesta quarta-feira (26/8). Autoridades trabalham com a hipótese de que um terremoto tenha causado a avalanche e deslizamentos de terra na região. Os detritos acabaram atingindo o rio e provocando o transbordamento. A enchente começou por volta das 8h30 no horário local.
“Um terremoto ocorreu às 8h37 da manhã de hoje e, devido a ele, um grande deslizamento de terra aconteceu, bloqueando o rio, o que parece ter causado a inundação”, afirmou o chanceler nepalês, Shishir Khanal.
Segundo o Conselho de Turismo do Nepal, um balanço inicial estima que ao menos 384 turistas estão desaparecidos, sendo 291 estrangeiros e 93 nepaleses.
Lado chinês
O lado chinês da fronteira também foi atingido. Segundo a agência estatal Xinhua, o posto fronteiriço de Gyirong, no Tibete, o desastre deixou vítimas do lado chinês, e o presidente Xi Jinping instruiu “esforço total” de autoridades nos locais afetados.
Xi ordenou operações para evacuar os moradores em risco e prestar atendimento médico de forma oportuna aos feridos, a fim de minimizar o número de vítimas. O líder chinês também ressaltou a necessidade de monitoramento para prevenir desastres secundários.



