Homem é condenado por coagir mulher a fazer sexo com estranhos
Rodney Johnston explorou sexualmente a mulher entre 1994 e 2024, obrigando-a a manter relações com homens desconhecidos enquanto ele filmava
atualizado
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Um homem de 67 anos foi condenado à prisão perpétua, com pena mínima de 16 anos, por forçar uma mulher a manter relações sexuais com mais de 100 homens desconhecidos ao longo de 30 anos. A sentença foi proferida nesta sexta-feira (9/1) pelo Tribunal da Coroa de Norwich, no leste da Inglaterra.
A vítima, que tem direito legal ao anonimato, afirmou após o julgamento: “Pela primeira vez em décadas, estou livre.”
Rodney Johnston foi considerado culpado de:
- três acusações de aliciamento para relações sexuais mediante ameaças ou intimidação;
- duas acusações de indução à prática de atividade sexual sem consentimento;
- e uma acusação de intimidação de testemunha.
O homem também foi acusado de estupro, porém o júri não teve decisão unânime e foi arquivada. O julgamento durou oito semanas e foi encerrado em setembro.
Ao proferir a sentença nesta sexta, a juíza Alice Robinson afirmou que era “difícil compreender o quão terrível foi o crime” e destacou a existência de diversos fatores agravantes, incluindo a recusa do réu em assumir responsabilidade.
Para a magistrada, Johnston continuará representando risco para a vítima por toda a vida.
Relações com homens desconhecidos
Segundo o tribunal, Johnston explorou sexualmente a mulher entre 1994 e 2024, obrigando-a a manter relações com homens desconhecidos enquanto ele fotografava e filmava os abusos. Caso se recusasse, ela era ameaçada ou punida.
Os encontros ocorriam em bosques isolados, carros e quartos de hotel previamente reservados.
A polícia estima que mais de 100 homens tenham participado dos abusos. Durante a investigação, foram apreendidos cerca de 30 mil vídeos e imagens que documentavam os crimes.
“Monstro”
Em declaração à Justiça, a vítima afirmou que obedecer era mais fácil do que enfrentar as consequências de desafiá-lo. “Eu não tinha voz, não tinha escolha”, disse.
Ela relatou sentir-se “suja, usada, degradada, humilhada e aterrorizada”, descrevendo o agressor como “um monstro”.
