Holanda tem protesto violento contra lockdown e passaporte da vacina

Moradores de Rotedã entraram em confronto com a polícia. Manifestantes incendiaram carros polícia reagiu com canhões de água

atualizado 19/11/2021 22:20

Protestos na Holanda por medidas restritivas contra Covid-19Reprodução

Centenas de pessoas foram às ruas na Holanda para protestar contra as mais recentes medidas e prevenção contra a Covid-19. Os casos voltaram a subir assustadoramente no país europeu e o governo reagiu com medidas restritivas como a exigência de passaporte da vacina e lockdown.

De acordo com o Ministério da Saúde da Holanda, os números de infecções e de hospitalizações em decorrência da doença têm crescido de forma acentuada nas últimas semanas. Assim, durante três semanas, bares, restaurantes e supermercados terão que fechar as portas às 20h e o comércio não essencial, às 18h.

Revoltados com as medidas, moradores da região protestaram. Em Roterdã, manifestantes incendiaram carros e atiraram pedras contra os policiais, que revidou com tiros de advertência e canhões de água. Vídeos do confronto circulam na internet.

Veja publicação no Twitter:

Até 21h (horário de Brasília), pelo menos duas pessoas tinham ficado feridas devido aos tiros de bala de borracha para conter a multidão. Roterdã foi colocada em estado de emergência e a principal estação de transporte público foi fechada como resultado da violência.

Portas fechadas

As medidas restritivas na Holanda começaram no último sábado, quando os casos de Covid começaram a subir. As medidas são de fechamento de estabelecimentos comerciais mais cedo e eventos esportivos a serem realizados à portas fechadas.

Em Roterdã, os manifestantes expressaram desaprovação às propostas do governo de introduzir o passaporte da vacina para os imunizados ou para os que se recuperaram da doença. Se a medida passar, apenas aqueles que mostrarem o passe terão permissão para entrar em locais fechados, como restaurantes e bares.

No início desta sexta-feira (19/11), o governo proibiu os fogos de artifício em 31 de dezembro pelo segundo ano consecutivo. A proibição evitaria “pressão extra sobre a saúde”, disse o governo.

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