Guerra de drones: Rússia e Ucrânia focam na infraestrutura do inimigo

Na Rússia, uma das maiores fábricas químicas foi atacada, enquanto na Ucrânia empresas de gás foram alvo de mísseis

atualizado

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Rússia e Ucrânia trocaram ataques com drones e mísseis nesta sexta-feira (3/10), focando na infraestrutura do inimigo. O conflito no Leste Europeu dura mais de dois anos e ambas as partes divergem por questões territoriais para um cessar-fogo, e a guerra prossegue. Até o momento, não há vítimas relatadas após as recentes investidas.

Na Rússia, a região Krai de Perm foi atacada com drones ucranianos, com enfoque em uma das maiores fábricas químicas do país, a Azot, e uma residência. A empresa russa é responsável pela produção de fertilizantes e nitrogênio, e a ofensiva causou a interrupção no ciclo tecnológico do local, mas a instituição já está operando normalmente, segundo o governador regional, Dmitry Makhonin.

“Durante a noite, ocorreu um ataque de veículos aéreos não tripulados (Vants) inimigos. Um edifício residencial de duas unidades foram danificados. Felizmente, não há vítimas. Especialistas dos serviços de emergência continuam a trabalhar no local e um quartel-general operacional foi montado”, comunicou  governador.
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Fábrica Azot é atacada por drones ucranianos
Residência na Ucrânia danificada pelos drones russos
Destroços da residência atingida por drones russos
Fumaça após ataque dos drones ucranianos na fábrica Azot
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Fumaça após ataque dos drones ucranianos na fábrica Azot

Reprodução/Redes Sociais
Fábrica Azot é atacada por drones ucranianos
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Fábrica Azot é atacada por drones ucranianos

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Residência na Ucrânia danificada pelos drones russos
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Residência na Ucrânia danificada pelos drones russos

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Destroços da residência atingida por drones russos
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Destroços da residência atingida por drones russos

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Na Ucrânia, Kharkiv e Poltava sofreram a incursão de drones, que atacaram quatro residências, um edifício de cinco andares, além de instalações de distribuição de gás. De acordo com o governador regional, Serhii Lysak, a ofensiva provocou incêndios e foram utilizados 35 mísseis (incluindo os balísticos) e 60 drones nas empresas de gás.

“Durante a noite, o inimigo atacou a região com Vants. Foi barulhento em Dnipro (cidade próxima a Poltava). Ocorreram incêndios na cidade. Os serviços de emergência estão a combater o fogo. De acordo com o Comando Aéreo, os defensores do céu destruíram 13 drones inimigos”, destacou.

Ainda sem um cessar-fogo

O presidente russo, Vladmir Putin, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, ainda não chegaram a um consenso pelo cessar-fogo. Até o momento, um encontro entre as duas lideranças não foi marcado e a Rússia continua com as invasões territoriais, enquanto a Ucrânia retalia as ofensivas.

Zelensky alega que “não há cessar-fogo porque a Rússia se recusa”, e busca recursos militares com os EUA para proteger seus territórios. Em uma das entrevistas concedidas durante a passagem em Nova York, para a assembleia da ONU, o líder ucraniano avisou que, se não houver um acordo, é melhor que as autoridades russas procurem “abrigos antiaéreos”.

A Rússia considera uma ameaça o alinhamento da Ucrânia com países-membros da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) e com os EUA. No entanto, o líder ucraniano justifica a parceria militar com os países para proteger seus territórios e coagir Putin a iniciar negociações por um cessar-fogo.

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