Governo Trump divulga arquivos do assassinato de Martin Luther King

A administração Trump, divulgou nesta segunda-feira (21/7), mais de 230.000 arquivos relacionados ao assassinato do líder dos direitos civis

atualizado

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Martin Luther King - Metrópoles
1 de 1 Martin Luther King - Metrópoles - Foto: Getty Images/Reprodução

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tornou público, nesta segunda-feira (21/7), mais de 230.000 arquivos relacionados ao assassinato do líder dos direitos civis Martin Luther King Jr. Ele foi um ministro batista, baleado em Memphis no dia 4 de abril de 1968, aos 39 anos. James Earl Ray, um criminoso profissional, declarou-se culpado pelo assassinato, mas depois renunciou à confissão.

Os documentos foram divulgados mesmo com a oposição da  família de Martin Luther King. Em declaração, os dois filhos vivos, King Jr, Martin III e Bernice, condenaram “qualquer tentativa de uso indevido desses documentos com a intenção de minar o legado de nosso pai”.

“Pedimos àqueles que se envolvem na divulgação desses arquivos que o façam com empatia, moderação e respeito pelo luto contínuo de nossa família. A divulgação desses arquivos deve ser vista dentro de seu contexto histórico completo. Durante a vida de nosso pai, ele foi implacavelmente alvo de uma campanha de desinformação e vigilância invasiva, predatória e profundamente perturbadora, orquestrada por J. Edgar Hoover por meio do Federal Bureau of Investigation (FBI)”, diz a nota.

Os filhos destacaram que “ao analisarmos esses arquivos recém-divulgados, avaliaremos se eles oferecem insights adicionais além das descobertas já aceitas pela nossa família”.

Apesar dos filhos terem se oposto a divulgação dos documentos, a sobrinha de King, Alveda King, afirmou ser “grata ao Presidente Trump e à Procuradora-Geral Bondi por cumprirem sua promessa de transparência na divulgação destes documentos sobre o assassinato de Martin Luther King Jr”.

“Meu tio viveu corajosamente em busca da verdade e da justiça, e seu legado duradouro de fé continua a inspirar os americanos até hoje. Enquanto continuamos a lamentar sua morte, a desclassificação e a divulgação destes documentos são um passo histórico em direção à verdade que o povo americano merece”, afirmou a sobrinha.

Documentos divulgados pela primeira vez

Ao fazer o anúncio da publicação do documentos, a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, disse que os arquivos incluem “discussões de possíveis pistas, memorandos internos do FBI detalhando o andamento do caso, informações sobre o ex-companheiro de cela de James Earl Ray, que declarou ter discutido com Ray um suposto plano de assassinato, e muito mais”.

Segundo ela, os arquivos divulgados não haviam sido digitalizados anteriormente e foram compartilhados com o mínimo de edições.

Ray foi condenado pelo assassinato de King após fugir do país e ser capturado no exterior, e Gabbard disse que os documentos incluem registros da CIA descrevendo “inteligência estrangeira sobre a busca internacional pelo principal suspeito”. Mas os filhos de King reafirmaram que acreditam que outra pessoa foi o atirador e que Ray foi incriminado para assumir a culpa.

Documentos divulgados

Em janeiro deste ano, ele assinou um decreto determinando a divulgação dos registros de assassinato de King e do presidente John F. Kennedy e de seu irmão, Robert F. Kennedy.

No entanto, no mês passado, um juiz federal afirmou que a divulgação dos registros de vigilância do FBI sobre King poderia levar uma “longa jornada” e, na época, os filhos de King e a organização de direitos civis Southern Christian Leadership Conference, fundada por ele, se opuseram à divulgação pública incondicional das informações compiladas pelo FBI.

A divulgação dos documentos de King acontece em um momento em que democratas e alguns membros da base de Trump exigem a divulgação de um conjunto diferente de registros, aqueles relacionados à investigação de tráfico sexual de Jeffrey Epstein.

Em meio a pressão, Trump disse, na quinta-feira  (17/7), ao Departamento de Justiça para buscar a divulgação de “todos os depoimentos pertinentes” do grande júri, após o anúncio do governo no início deste mês de que não divulgaria os arquivos do caso.

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