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George Santos pode ser expulso da Câmara dos Representantes dos EUA

Caso seja expulso, Santos será o sexto na história da Câmara a ser destituído na Câmara dos Representantes dos EUA

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George Anthony Devolder Santos réu por estelionato no Rio de Janeiro - Metrópoles
1 de 1 George Anthony Devolder Santos réu por estelionato no Rio de Janeiro - Metrópoles - Foto: Reprodução/Twitter

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos se mobiliza para expulsar o deputado republicano e filho de brasileiros, George Santos, de Nova York. O líder do Comitê de Ética da Casa, Michael Gust, do Mississipi, apresentou a proposta nesta sexta-feira (16/11). Caso seja expulso, o político será o sexto na história da Câmara a ser destituído.

De acordo com o The New York Times, dezenas de parlamentares reagiram negativamente ao relatório do Comitê de Ética. O documento reúne provas de pelo menos 23 crimes cometidos por Santos. Entre as acusações estão o gasto de verba de campanha para fins pessoais.

Para a expulsão, dois terços da Câmara (cerca de 290 membros dos 435 totais) teriam de ser favoráveis. Alvo de duas tentativas anteriores de afastamento, o político “sobreviveu”, porque parte dos parlamentares entendeu não ser viável afastá-lo com base em relatos de redes sociais e sem evidências das acusações.

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Com a divulgação da apuração do Departamento de Ética, esse cenário mudou. Agora, quase todos os deputados do estado natal de Santos (Nova York) apoiam a expulsão dele.

Frente a essa movimentação, a resposta do deputado é de negar as acusações e classificar a investigação como “difamação política”. Apesar disso, ele manifestou desistência da reeleição pelo distrito de Queens e Long Island. A decisão pesa, pois significa abrir mão do salário de US$174 mil/ano, num momento de altas despesas judiciais.

Reação

Nesse cenário, o Partido Republicano se vê num contexto delicado, pois não pode perder o assento ocupado por Santos sem também prejudicar a maioria. Na última quinta-feira (16/11), o líder do partido e presidente da Câmara, Mike Johnson, ressaltou a importância do relatório e da preservação dos interesses da instituição.

A preocupação com o quadro é tamanha, que, ainda de acordo com o The New York Times, os líderes dos dois partidos Casa deliberam sobre uma eleição no início de 2024 para ocupar o lugar do político.

Alguns colegas de legenda, no entanto, veem a situação de modo mais grave. A republicana Nicole Malliotakis, que foi contra as tentativas anteriores de expulsão, classificou o congressista como uma fraude e frisou que “ele deve renunciar ou ser expulso imediatamente”.

Jamie Raskin, influente representante do Partido Democrata, havia se posicionado da mesma forma anteriormente, mas agora afirma que, na nova conjuntura, a posição da instituição deve ser clara.

Se for destituído, o cargo dele fica sujeito a uma eleição a ser convocada pela governadora de Nova York, Kathy Hochul. Nesse tipo de votação, os líderes dos dois partidos da Casa indicam candidatos.

Os democratas, por meio do presidente no condado de Nassau, vêm analisando possíveis nomes. Já o Partido Republicano está de olho em Thomas R. Suozzi, que ocupava o espaço de Santos.

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