Generais são presos por suposta conspiração de golpe no Mali
Além dos generais, um cidadão francês foi preso. Segundo ministro da segurança, uma investigação está em andamento
atualizado
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Um grupo de militares e civis, incluindo dois generais e um suposto agente francês, foram presos por autoridades do Mali por suposta conspiração de golpe. Em anúncio no noticiário local, na noite dessa quinta-feira (14/8), o ministro da Segurança, general Daouda Aly Mohammedine, disse aos telespectadores que uma investigação estava em andamento e que a situação estava “completamente sob controle”.
Segundo informações do The Guardian, dezenas de oficiais militares foram presos no início desta semana.
A situação ocorre enquanto os militares continuam a reprimir a dissidência, após uma manifestação pró-democracia em maio, a primeira desde que os soldados tomaram o poder há quase quatro anos.
Suposto golpe
Conforme a imprensa internacional, ainda não há muitos detalhes sobre os supostos conspiradores do golpe, as intervenções deles ou do agente francês, identificado como Yann Vezilier.
Mohammedine afirmou que ele agia “em nome do serviço de inteligência francês, que mobilizou líderes políticos, atores da sociedade civil e militares” no Mali. Algumas reportagens no Mali identificaram Vezilier como um oficial de voo listado no site do governo francês Légifrance como tenente-coronel em 2020.
Não houve nenhuma informação imediata da França, ex-colônia do Mali, sobre a prisão de Vezilier.
“O governo de transição informa a opinião pública nacional sobre a prisão de um pequeno grupo de elementos marginais das forças armadas e de segurança do Mali por crimes que visam desestabilizar as instituições da república”, informou Mohammedine. “A conspiração foi frustrada com as prisões dos envolvidos”.
Envolvimento de militares
Um canal de televisão nacional transmitiu fotos de 11 pessoas, que seriam integrantes do grupo que planejou o golpe. Mohammedine identificou dois generais, que ele acusou de fazerem parte do complô, iniciado, segundo ele, em 1º de agosto.
Um deles, o general Abass Dembélé, ex-governador da região central de Mopti, foi abruptamente demitido em maio, quando exigiu uma investigação sobre as alegações de que o exército havia matado civis na vila de Diafarabé.
A outra, a general Néma Sagara, foi elogiada pelo papel no combate aos militantes em 2012.
