França: 1,7 mil pessoas são confinadas em navio por suspeita de virose
Navio de cruzeiro está atracado em Bordéus, no oeste da França, após a morte de um passageiro e possível surto de gastroenterite
atualizado
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Mais de 1,7 mil pessoas estão confinadas, nesta quarta-feira (13/5), em um navio de cruzeiro atracado em Bordéus, no oeste da França, após a morte de um passageiro e possível surto de gastroenterite.
De acordo com as autoridades francesas, o confinamento ocorreu após a morte de um passageiro com suspeita de norovírus.
O navio da Ambassador Cruise Line conta com 1.233 passageiros, em sua maioria, da Grã-Bretanha ou da Irlanda. A embarcação chegou ao porto nessa terça-feira (12/5).
As autoridades de saúde afirmam que um passageiro de 90 anos e cerca de 50 pessoas apresentaram sintomas de norovírus, uma forma de gastroenterite que causa vômitos e diarreia e é altamente contagioso.
O navio saiu das Ilhas Shetland em 6 de maio, fez escala em Belfast, na Irlanda do Norte, Liverpool, na Grã-Bretanha, e Brest, na França.
Caso hantavírus no cruzeiro MV Hondius
O navio de cruzeiro MV Hondius ficou em quarentena com devido a casos suspeitos de hantavírus. Cerca de 149 pessoas estavam a bordo, representando 23 nacionalidades diferentes.
No dia 1º de abril, o navio de cruzeiro MV Hondius saiu do sul da Argentina e dez dias depois teve a primeira morte por hantavírus. Na última segunda-feira (11/5) ocorreu o fim do desembarque de todos os passageiros foi feito em Tenerife, nas Ilhas Canárias.
O hantavírus é uma doença respiratória rara. A principal via de transmissão é por meio de contato com excreções (urina, fezes, saliva) de roedores silvestres ou superfícies contaminadas. Mas, embora rara, a transmissão entre pessoas foi relatada com o vírus em contatos próximos e prolongados.
O período de incubação é de, geralmente, duas a quatro semanas. Os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e problemas gastrointestinais. Mas pode evoluir para dificuldade respiratória e hipotensão.
Não existem vacinas ou tratamentos específicos. A sobrevida aumenta com o suporte médico precoce e internação em UTIs. O risco global é atualmente avaliado pela OMS como baixo, embora dependa de fatores ecológicos que afetam as populações de roedores.
