Brasiliense narra momentos de pânico após forte tempestade atingir cruzeiro no Oceano Atlântico
Médico de Brasília diz que passageiros passaram 16 horas dentro das cabines. Navio, que seguia de Nova York para a Flórida, ficou danificado e ainda está no oceano
atualizado
Compartilhar notícia

Passageiros que estão a bordo do navio Anthem of the Seas passaram por momentos de terror no domingo (7/2). O cruzeiro atravessou uma forte tempestade enquanto navegava pelo Oceano Atlântico. Como o fenômeno foi classificado como um furacão de intensidade 2, os ventos chegaram a 177km/h e as ondas, a 10 metros de altura.
O navio, que ainda está no mar, transporta 6.145 pessoas, entre passageiros e tripulantes, e faz o trajeto de Nova York ao estado da Flórida, nos Estados Unidos, e às Bahamas. Ao menos um brasiliense estava na embarcação.
O endocrinologista brasiliense Flávio Cadegiani está a bordo e relatou o incidente. “O mar começou a ficar agitado por volta do meio-dia e foi tomando proporções que nos alertaram. A primeira instrução recebida foi para ficarmos dentro das cabines. O nervosismo na voz do capitão era evidente”, contou, ao site GPS.
Cadegiani disse ainda que os passageiros passaram 16 horas trancados nos quartos, onde recebiam água, chocolate e batata chips. “Tínhamos que nos segurar forte na cama. Tudo estava caindo e balançando muito. O navio virava quase 30 graus.”
O Anthem of the Seas é o terceiro maior navio de cruzeiro do mundo.
Confira fotos do navio após a tempestade:
A tempestade durou mais de 10 horas, e os passageiros foram orientados a ficar em suas cabines. A Royal Caribbean, empresa responsável pelo navio, informou, por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (8), que, “até, o momento, não houve nenhum ferimento sério reportado. A estrutura sofreu danos nas áreas comuns e nas cabines, o que não afetou de modo algum a capacidade de navegação da embarcação”.
Ainda de acordo com a nota, “o capitão pediu para que todos os hóspedes permanecessem em suas cabines até que o tempo melhorasse”. Após o ocorrido, o capitão, que tem 25 anos de carreira, disse que “se fosse qualquer outro navio, é bem possível que não tivesse resistido”.










