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Mundo

Foragido, presidente do Supremo da Bolívia pode perder cargo daqui a 5 dias

Romer Saucedo afirma ter deixado o país após ameaças de morte. Ele é alvo de investigação por tráfico de drogas e associação criminosa

06/11/2026 04:30
Reprodução/Romer Saucedo/Facebook
Imagem colorida, Romer Saucedo, presidente do STJ da Bolívia

O presidente da Suprema Corte da Bolívia, Romer Saucedo, pode perder o cargo caso não retorne ao país nos próximos cinco dias. O magistrado de 38 anos afirmou ter deixado a Bolívia após receber ameaças de morte e temer pela segurança da família. Ele é alvo de investigações criminais e teve a prisão determinada pelo Ministério Público.

Nessa quinta-feira (5/11), a Suprema Corte boliviana decidiu aguardar seis dias pela apresentação de Saucedo antes de avaliar a escolha de um novo presidente. Durante esse período, a decana do tribunal, Rosmery Ruiz, assumirá temporariamente as funções.

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A Suprema Corte decidiu aguardar seis dias pelo retorno de Saucedo antes de escolher um novo presidente
Romer Saucedo, presidente do STJ da Bolívia
Investigação contra Saucedo ocorre em meio a uma série de operações contra integrantes do sistema judiciário boliviano
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Investigação contra Saucedo ocorre em meio a uma série de operações contra integrantes do sistema judiciário boliviano

Reprodução/Instagram
A Suprema Corte decidiu aguardar seis dias pelo retorno de Saucedo antes de escolher um novo presidente
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A Suprema Corte decidiu aguardar seis dias pelo retorno de Saucedo antes de escolher um novo presidente

Reprodução/Romer Saucedo/Facebook
Romer Saucedo, presidente do STJ da Bolívia
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Romer Saucedo, presidente do STJ da Bolívia

Divulgação/STJ

Magistrado diz ser vítima de perseguição política

Saucedo afirma ser vítima de perseguição política do governo do presidente Rodrigo Paz, de centro-direita. Em publicação na rede social X (ex-Twitter), ele disse temer ser preso ou assassinado por questionar interesses políticos no país.

O magistrado citou a morte de Víctor Hugo Claure, integrante do Tribunal Agroambiental, assassinado a tiros em Santa Cruz, em abril deste ano. Segundo Saucedo, o colega foi morto por contrariar interesses de pessoas envolvidas em corrupção. “Não quero que me aconteça o mesmo, por isso prefiro ir-me embora”, escreveu.

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Apesar de afirmar que deixou o país, Saucedo ainda não teve a saída confirmada pelas autoridades. O procurador-geral interino, José Armando Urioste, informou que os registros migratórios mostram que o juiz entrou na Bolívia na terça-feira (3/11), mas não há registro de saída. A suspeita é de que ele tenha cruzado a fronteira por via terrestre.


Investigação criminal

  • O Ministério Público boliviano informou que emitiu, na quarta-feira (4/11), uma ordem de prisão contra Saucedo pelos crimes de tráfico de substâncias controladas e associação criminosa.
  • O procurador, no entanto, não detalhou o possível envolvimento do magistrado nos crimes. Segundo ele, as investigações seguem sob sigilo e contam com a colaboração de testemunhas protegidas.
  • Urioste também anunciou que solicitará à Interpol a emissão de um alerta vermelho para localizar o magistrado.
  • Saucedo nega responder a processos criminais em andamento e afirma que pretende retornar à Bolívia quando sua segurança e a de seus familiares estiver garantida. Ele também descartou ter renunciado à presidência da Suprema Corte.

Caso Roger Mariaca

A investigação contra Saucedo ocorre em meio a uma série de operações contra integrantes do sistema judiciário boliviano. Desde outubro, autoridades prenderam funcionários de alto escalão suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.

Entre eles está o ex-procurador-geral Roger Mariaca, preso após os Estados Unidos cancelarem o visto dele e de outros funcionários e empresários da Bolívia, Colômbia, Peru e Equador.

O governo norte-americano acusa Mariaca de receber subornos para facilitar o narcotráfico e ajudar criminosos violentos a escapar da Justiça.

O vice-ministro do Interior da Bolívia, Peter Maldonado, relacionou o caso à saída de Saucedo. Segundo ele, pessoas ligadas ao ex-procurador e à criminalidade também estariam deixando o país. Ainda na quarta, o presidente Rodrigo Paz afirmou que a saída do magistrado está relacionada às investigações sobre o sistema judiciário boliviano.

Saucedo assumiu a presidência da Suprema Corte em janeiro de 2025 e apoiava iniciativas do governo para ampliar a transparência das instituições.