Figueiredo e Eduardo Bolsonaro tentam retomar Magnitsky contra Moraes
Paulo Figueiredo e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciaram novas reuniões em Washington, D.C., para tentar retomar a Magnitsky
atualizado
Compartilhar notícia

O influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo, afirmou que ele e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro têm reuniões previstas nesta sexta-feira (9/1), em Washington, D.C., para tentar retomar as sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nessa quarta-feira (7/1), Paulo disse articulará para a volta das sanções que foram retiradas pelo governo de Donald Trump.
Em seu canal no YouTube, Paulo Figueiredo tratou como “extremamente possível” a retomada das sanções. “Certamente não é fácil, mas também não era fácil que ele fosse sancionado. Mais uma vez, Eduardo e eu estaremos em Washington, em reuniões em busca de uma política externa americana mais favorável ao Brasil”, afirmou o influenciador, que é neto do último líder da ditadura militar no Brasil, João Batista Figueiredo, que governou até 1985.
Em julho do ano passado, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou a aplicação da Lei Magnitsky a Moraes, sanção que consiste na punição de autoridades internacionais acusadas de violação aos direitos humanos. A punição chegou a ser ampliada para a esposa do magistrado e uma empresa da família. Em dezembro de 2025, porém, a sanção foi retirada após gestões do governo brasileiro e a aproximação entre os presidentes Trump e Lula.
Tanto Eduardo como Paulo estão incluídos no inquérito da Polícia Federal que investiga o crime de coação contra a Justiça brasileira. Segundo a investigação, o influenciador atua com o ex-deputado ao fazer “lobby” com membros do governo norte-americano, participando de reuniões em Washington com o objetivo de tramar sanções contra Moraes e contra a economia brasileira.
Apesar das acusações, Paulo afirma que seguirá atuando no país norte-americano para articular novas punições às autoridades brasileiras, figuras que, segundo ele, perseguem politicamente o clã Bolsonaro. O influenciador não vê a retirada de sanções como empecilho e afirma que comunicará aos congressistas norte-americanos que o ex-presidente continua sofrendo “tortura”, para que eles pressionem Trump para retomar a Magnitsky.
” Então, hoje, toda a documentação está pronta, a gente só precisa acrescentar esses novos fatos com a continuidade da tortura do presidente Jair Bolsonaro e seguir no processo de convencimento e persuasão de que esta, embora possa ter sido uma decisão oportuna momentaneamente, e a gente vai falar sobre Venezuela aqui hoje, para os interesses americanos, não é uma medida oportuna no longo prazo para a relação dos Estados Unidos com o Brasil”, disse.
Paulo não se tornou réu do inquérito do 8 de janeiro, mas foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF.






