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Mundo

Fernández chama Milei de “energúmeno” após visita frustrada a Bolsonaro

Ex-presidente da Argentina rebateu comparações com visita a Lula em 2018 e criticou tentativa de Milei de encontrar Bolsonaro

27/07/2026 17:39
Fábio Vieira/Metrópoles
Presidente da Argentina, Alberto Fernández, fala com a imprensa após seu encontro com o ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT) no Hotel InterContinental, região central de São Paulo. Ele aparece de terno, cercado pela imprensa - Metrópoles

O ex-presidente da Argentina Alberto Fernández chamou o atual líder do país, Javier Milei, de “energúmeno” ao comentar a tentativa frustrada do sucessor de visitar  Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar. A declaração foi publicada nesta segunda-feira (27/7), na rede social X.

“Milei foi ao Brasil para gritar como um energúmeno, exigindo ver um golpista preso. Eu fui a Curitiba exigindo a liberdade de um inocente. Hoje Lula é Presidente do Brasil e Bolsonaro está preso por promover um golpe de Estado. Insultar o presidente de um país irmão e principal sócio comercial não tem perdão”, escreveu Fernández.

A publicação respondia comparações feitas entre sua visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando ele estava preso em Curitiba, em 2018, e a tentativa de Milei de encontrar Bolsonaro.


Milei no Brasil

  • Milei participou da convenção partidária do Partido Liberal (PL), em São Paulo, nesse sábado (25/7), em apoio a Flávio Bolsonaro, oficializado como o candidato à Presidência pelo PL.
  • Durante discurso, o argentino ofendeu autoridades brasileiras, como Lula e Alexandre de Moraes.
  • As falas de Milei foram repudiadas pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, e pelo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva.
  • As declarações também tiveram grande repercussão na Argentina. O governador da província de Buenos Aires e principal opositor de Milei, Axel Kicillof, disse que viu com “vergonha alheia” o discurso do presidente argentino.

Fernández é ligado ao kirchnerismo, corrente peronista de esquerda da política argentina, e mantém uma relação de proximidade política com Lula.

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A visita de Milei a Bolsonaro não ocorreu porque o ex-presidente brasileiro está impedido de receber visitas de caráter político-eleitoral. A restrição foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 17 de julho.

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Lula e Alberto Fernández: presidente argentino não tentará reeleição
Os dois líderes são aliados
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Em visita a Brasília para a posse presidencial, Fernández chamou Lula de "líder" que irá impulsionar a América Latina
Lula foi recebido por presidente da Argentina, Alberto Fernandez, em janeiro
Alberto Fernández e Javier Milei
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Em visita a Brasília para a posse presidencial, Fernández chamou Lula de "líder" que irá impulsionar a América Latina
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Lula foi recebido por presidente da Argentina, Alberto Fernandez, em janeiro
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, ao lado do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva
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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, ao lado do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva

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Lula e Fernández, durante visita do mandatário brasileiro à Argentina no início do ano
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Lula e Fernández, durante visita do mandatário brasileiro à Argentina no início do ano

Ricardo Stuckert/PR
Lula e o presidente da Argentina, Alberto Fernández, em declaração à imprensa na Casa Rosada, sede do governo argentino. A Argentina foi o primeiro país visitado por Lula em seu terceiro mandato
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Lula e o presidente da Argentina, Alberto Fernández, em declaração à imprensa na Casa Rosada, sede do governo argentino. A Argentina foi o primeiro país visitado por Lula em seu terceiro mandato

Ricardo Stuckert

Restrições impostas por Moraes

  • Na decisão, Moraes suspendeu, por 30 dias, as visitas em geral a Bolsonaro, mantendo apenas o acesso da equipe médica, fisioterapeutas e advogados.
  • A medida foi adotada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgar nas redes sociais a “Carta aos brasileiros”, escrita pelo ex-presidente.
  • Para o ministro, a publicação descumpriu as condições impostas à prisão domiciliar.
  • Segundo Moraes, a restrição às visitas também decorre da perda dos direitos políticos de Bolsonaro em razão da condenação no processo relacionado à trama golpista.

Governo Milei não pretende se desculpar por ataques a Lula

O governo da Argentina não pretende pedir desculpas oficialmente ao governo brasileiro pelas ofensas de Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes durante conveção do senador Flávio Bolsonaro (PL), no último sábado (25/7).

Segundo o jornal argentino La Nación, uma fonte da Casa Rosada disse objetivamente que “não haverá pedido de desculpas”, após o presidente argentino ter chamado Moraes de “lixo careca” e se referido a Lula como “ladrão” e “presidiário”, iniciando uma crise diplomática entre Brasil e Argentina.

“Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, disse outro membro do governo argentino ao jornal.

Após as falas de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação bilateral. O gesto é visto nas relações internacionais como uma medida dura de repúdio à atitude de outra nação.

Bitelli deve chegar ao Brasil nesta segunda-feira (27/7) e reunir-se com o chanceler Mauro Vieira, segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE).