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Mundo

"Falsos patriotas promovem ações contra o Brasil", diz Lula na ONU

Presidente Lula discursou em abertura da Assembleia Geral da ONU e defendou soberania nacional

23/09/2025 11:06, atualizado 23/09/2025 11:21
Metrópoles
Lula na Organização das Nações Unidas

Nova York e Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou, nesta terça-feira (23/9), “falsos patriotas” de uma “extrema-direita subserviente” de estarem arquitetando e promovendo publicamente ações contra o Brasil, numa referência às articulações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do influencer Paulo Figueiredo nos Estados Unidos.

Lula discursou na abertura da 80ª Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU).

“A agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável. Essa ingerência em assuntos internos conta com o auxílio de uma extrema-direita subserviente e saudosa de antigas hegemonias. Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, afirmou Lula.

Figueiredo e Eduardo  são personagens centrais das articulações junto ao governo norte-americano para sancionar autoridades brasileiras.

Assista o discurso:

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O chefe do Planalto reforçou a defesa da soberania do Brasil e criticou “sanções arbitrárias”, em referência direta ao governo de Donald Trump.

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Lula na ONU
Presidente Lula discursa na ONU
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na ONU
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na ONU

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Reprodução/X
Presidente Lula discursa na ONU
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“Diante dos olhos do mundo, o Brasil deu recado a todos os candidatos autocratas e aqueles que os apoiam: nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis. Seguiremos como nação independente e como povo livre de qualquer tipo de tutela. Democracias sólidas vão além do ritual eleitoral”, discursou o presidente.

Lula também usou o discurso para reforçar suas críticas à ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza. “Nada justifica o genocídio em Gaza”.

O evento começou às 10h com um discurso do secretário-geral da ONU, António Guterres, com uma defesa do multilateralismo e da própria entidade. Ele também falou sobre a importância da paz no mundo: “Primeira obrigação”.

A solenidade ocorre um dia após o governo dos Estados Unidos (EUA) anunciar nova rodada de sanções a autoridades brasileiras, na esteira da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na manhã de segunda, o governo dos EUA incluiu Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Também suspendeu o visto do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, e de outras autoridades brasileiras.

Trata-se da primeira visita do petista aos Estados Unidos desde o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump. Lula e o republicano ficaram frente a frente durante a abertura do evento.


Lula na ONU

  • O titular do Executivo chegou a Nova York no domingo e cumpre agenda no país até quarta-feira (24/9).
  • Durante a passagem, o petista participará de reuniões de alto nível sobre democracia e combate ao extremismo; meio ambiente; resolução do conflito na Faixa de Gaza; entre outros.
  • A primeira-dama, Janja Lula da Silva, está nos EUA desde a última quarta-feira. Ela viajou como enviada especial para a COP30, e acompanhará Lula em algumas agendas.
  • Os dias que antecederam a viagem do presidente foram marcados pela incerteza sobre a presença de algumas autoridades na comitiva.
  • O ministro Alexandre Padilha, da Saúde, só recebeu o visto na quinta-feira e, ainda assim, sob restrições de circulação na cidade.
  • Além disso, na véspera do discurso de Lula, o governo norte-americano anunciou novas sanções contra brasileiros, que inclui a esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.