Extrema direita vence eleição regional na Alemanha; quem é Ulrich Siegmund
Candidato do AfD focou em políticas antimigratórias. Essa é a 1ª vez que um partido dessa ala vence uma disputa local na Alemanha desde 1945

Pela primeira vez, a extrema direita venceu uma eleição regional na Alemanha desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Na liderança desse movimento, está Ulrich Siegmund, de 35 anos, que teve ascensão graças às redes sociais.
Ex-vendedor de aromatizadores de ambiente, ele é o principal candidato do partido AfD (Alternativa para a Alemanha) e teve cerca de 44% dos votos na Saxônia-Anhalt, leste do país. O número representa mais que o dobro da CDU, partido do chanceler Friedrich Merz.
Ulrich Siegmund aproveitou sua popularidade na internet para ganhar a disputa pela extrema direita da Alemanha que, desde o fim da era nazista, em 1945, não ganhava uma eleição estadual.
O resultado do pleito foi anunciado por volta das 19h30 (horário de Brasília). Ulrich Siegmund venceu a disputa para o cargo de governador do estado que tem cerca de 2,1 milhões de habitantes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm entrevista à emissora pública ARD, ele afirmou que está disposto a dialogar com forças que defendem mudanças políticas no país.
“Fizemos história neste país. Estendemos a mão a todas as forças democráticas que desejam buscar políticas melhores”, disse.
Extrema direita
O candidato da AfD tem um plano de governo voltado à segurança e tem como uma de suas principais bandeiras o aumento das deportações no país.
Ele propõe ampliar a expulsão de solicitantes de asilo rejeitados e aumentar os centros de detenção para imigrantes.
Os líderes de seu partido mantêm laços estreitos com a Rússia, e alguns fizeram comentários subliminares sobre a era nazista, inclusive minimizando o Holocausto.
Em uma entrevista em podcast ao site Politico, Ulrich Siegmund afirmou que não poderia “presumir julgar” se o Holocausto foi o pior crime da humanidade, “porque não tenho como compreender a totalidade da história humana”.
Ele também se recusou a condenar apoiadores que entoavam seu sobrenome, Siegmund, no estilo da saudação nazista, “Sieg Heil”.
De acordo com os registros históricos, cerca de seis milhões de judeus foram assassinados pela Alemanha nazista durante o período (1933 e 1945).
Além deles, o regime também perseguiu e matou milhões de pessoas de outros grupos considerados alvos como negros, pessoas com deficiências, ciganos e opositores políticos.









