Exército israelense fecha última rota que liga o sul de Gaza ao norte

Na rede social X, o porta-voz Adraee afirmou que a “Rua Al-Rashid será fechada ao tráfego da área do setor sul às 12h”

atualizado

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Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu via Getty Images
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1 de 1 Imagem colorida de prédio comercial após ataque israelense contra a Faixa de Gaza em 9 de julho de 2025 - Metrópoles - Foto: Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu via Getty Images

O porta-voz militar em árabe, Avichay Adraee, informou, nesta quarta-feira (1º/10), que a última rota restante para os moradores do sul de Gaza acessarem o norte será fechada, enquanto a ofensiva israelense continua no território palestino.

Na rede social X, Adraee afirmou que a “Rua Al-Rashid será fechada ao tráfego da área do setor sul às 12h”, mas que permite a entrada para o sul.

“O movimento para o sul será permitido para aqueles que não conseguiram evacuar a Cidade de Gaza. Nesta fase, [o exército israelense] permite livre movimento para o sul sem inspeção”, informou Adraee.

O governo palestino contestou a determinação do bloqueio da rota, alegando que Israel “comete um novo crime como parte de sua política de cerco e genocídio”.

“Condenamos nos termos mais fortes a decisão da ocupação ‘israelense’ de fechar a Rua Al-Rashid/Beira-mar, que representa uma das artérias vitais das quais os civis dependem para se deslocar entre as províncias da Faixa de Gaza”, informou a Palestina em um comunicado.

Ainda segundo eles, a medida se “enquadra na política de restrição, cerco e genocídio que a ocupação continua a impor contra” o povo palestino.

Eles pontuaram também que a movimentação para o sul, de forma livre, “não passam de pretextos enganosos que escondem a realidade das práticas criminosas sistemáticas que visam deslocar a população à força”.

Plano de paz

A medida ocorre em meio às negociações do Plano de Paz para Gaza, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

O plano reúne 20 pontos que tratam do encerramento do conflito em Gaza, da desmilitarização da Faixa de Gaza e da criação de um governo provisório supervisionado, além da liberação de reféns em até 72 horas.

O grupo palestino Hamas ainda não se pronunciou sobre a aceitação dos termos, mas as delegações estão em negociação com o principal mediador, o Catar, e a Turquia.

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