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Evo Morales cobra esclarecimentos sobre dinheiro em avião que caiu

Aeronave das Forças Armadas da Bolívia que caiu perto de La Paz estava com cédulas de dinheiro dentro. Pelo menos 15 pessoas morreram

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1 de 1 imagem colorida mostra evo morales ex-presidente da bolívia - Metrópoles - Foto: Federico Rotter/NurPhoto via Getty Images

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales cobrou que as Forças Armadas do país esclareçam de quem é o dinheiro que estava dentro do avião que caiu na noite desta sexta-feira (27/2) perto de La Paz. A aeronave Hércules transportava cédulas de dinheiro novas para o interior do país. O ex-presidente ainda questionou para onde estava sendo levado o dinheiro e qual era a finalidade.

“O povo boliviano merece respostas claras e imediatas. As Forças Armadas, como instituição estatal, obedecem a ordens de autoridades superiores, mas também têm a obrigação de prestar contas e agir com total transparência perante o público”, afirmou.

No entanto, o Banco Central esclareceu que as notas tinham como destino a própria instituição. Elas teriam sido fabricadas em Malta, por meio de um contrato firmado com o governo boliviano, e estavam sendo transportadas para La Paz.

Evo Morales ainda se solidarizou com as vítimas do acidente. Pelo menos 15 pessoas morreram com a queda do avião. “Compartilhamos a profunda dor das famílias que perderam seus entes queridos neste trágico acidente”, disse.

O que diz o governo

O presidente boliviano, Rodrigo Paz Pereira, ainda não se pronunciou sobre o assunto. O Ministério da Defesa informou que as cédulas eram destinadas ao Banco Central da Bolívia, como parte da décima entrega programada. As notas foram impressas pela Crane Currency Malta Limited. e estavam sendo transportadas para La Paz para serem armazenadas nos cofres do Banco Central. O dinheiro não tinha número de série.

Segundo o Banco Central, a impressão das notas faz parte de um contrato firmado em janeiro de 2025.  “Após o recebimento, as notas são armazenadas nos cofres do BCB e, posteriormente, autorizadas para circulação legal no sistema financeiro (monetização). Até que isso ocorra, as notas não possuem valor legal”, disse em nota.

O Banco Central também solicitou que quem tenha pegado notas após o acidente as devolva. “Está claramente estabelecido que as notas envolvidas no incidente não têm valor legal e sua posse ou uso constituem crime. Recomenda-se ao público que devolva essas notas ao Banco Central da Bolívia ou a qualquer instituição financeira.”

 

 

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