EUA remove urânio altamente enriquecido da Venezuela
Operação retirou 13,5 kg de material nuclear de antigo reator de pesquisa com apoio da AIEA e autoridades venezuelanas e britânicas
atualizado
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Os Estados Unidos concluíram a retirada de 13,5 kg de urânio altamente enriquecido da Venezuela, material remanescente de um antigo reator de pesquisa em cooperação entre os dois países. A informação foi divulgada na última sexta-feira (8/5) pelo Departamento de Energia norte-americano (DOE).
Segundo a Administração Nacional de Segurança Nuclear (NNSA), vinculada ao DOE, a operação foi concluída em poucas semanas e envolveu um plano logístico dividido em três etapas, com participação de autoridades venezuelanas, especialistas do Reino Unido e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão da ONU responsável pela supervisão nuclear global.
“A retirada segura de todo o urânio enriquecido da Venezuela envia mais um sinal ao mundo de uma Venezuela restaurada e renovada”, afirmou Brandon Williams, administrador da NNSA.
Ele classificou a operação como “uma vitória para os EUA, a Venezuela e o mundo”.
Operação em três etapas
- De acordo com o governo norte-americano, o processo começou com o acondicionamento seguro do material radioativo em contêineres especiais.
- Em seguida, o urânio foi transportado por terra, em um trajeto de cerca de 160 km até um porto venezuelano.
- No local, o material foi transferido para uma embarcação operada por uma empresa britânica especializada em transporte nuclear, que realizou o envio até território norte-americano.
- A carga chegou aos Estados Unidos no início de maio.
- Segundo a NNSA, o material retirado era remanescente do reator RV-1, utilizado por décadas em pesquisas científicas e desativado em 1991.
- O urânio, enriquecido acima de 20%, passou a ser considerado excedente após o fim das operações.
Cooperação internacional
O Departamento de Energia afirmou ainda que a ação reforça esforços globais de não proliferação nuclear e segurança de materiais sensíveis.
A agência informou que todo o material será agora processado em instalações nos Estados Unidos para eventual reaproveitamento em atividades nucleares civis.
Autoridades norte-americanas também destacaram o caráter estratégico da operação.
Segundo o Departamento de Energia, a experiência adquirida na operação na Venezuela pode servir de modelo para ações futuras em outros países com estoques de urânio enriquecido.






