EUA suspende sanções e libera 140 milhões de barris de petróleo do Irã
Medida temporária do governo Trump autoriza venda de petróleo iraniano para conter preços globais em meio à guerra no Oriente Médio
atualizado
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Os Estados Unidos autorizaram, na noite desta sexta-feira (20/3), a suspensão temporária de sanções sobre cerca de 140 milhões de barris de petróleo do Irã. A medida permite que o país venda o petróleo bruto que já está armazenado em navios-tanque, em uma licença válida até o dia 19 de abril.
A decisão foi adotada pelo governo do presidente Donald Trump como parte de uma estratégia para conter a alta dos preços globais do petróleo, pressionados pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Oriente Médio.
De acordo com dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos, o volume liberado seria suficiente para abastecer a demanda mundial por cerca de um dia e meio.
A autorização também abre espaço para que o petróleo seja comercializado por diferentes países, e não apenas direcionado a mercados específicos.
Nova manobra
Os Estados Unidos aplicam sanções ao petróleo iraniano de forma intermitente há décadas, e o governo Trump passou a bloquear as exportações de petróleo bruto do país após abandonar o acordo nuclear com o Irã, em 2018.
A decisão permite transações normalmente incidentais e necessárias à venda, entrega e descarregamento de petróleo iraniano carregado em embarcações até 20 de março de 2026, com validade até 19 de abril.
A licença inclui operações logísticas relacionadas, como atracação e ancoragem de navios, preservação da segurança da tripulação, reparos emergenciais, serviços de seguro, abastecimento, registro, pilotagem e até atividades de salvamento.
Países vetados
Apesar da flexibilização, o texto estabelece restrições: não são permitidas transações envolvendo pessoas ou entidades ligadas a países como Coreia do Norte e Cuba, além de regiões específicas da Ucrânia, nem operações proibidas por outros decretos ou normas federais vigentes.
Segundo autoridades norte-americanas, a medida busca aumentar a oferta global no curto prazo e ajudar a conter a escalada dos preços do petróleo, que chegaram a cerca de US$ 110 por barril durante o conflito.






