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Mundo

EUA oferta recompensa de US$ 15 milhões por chefe de facção da Venezuela

Juan Gabriel Rivas Núñez chegou a ser preso no Brasil, mas recebeu prisão domiciliar e acabou fugindo em 2025

07/11/2026 18:52
Reprodução/Departamento de Estado dos EUA
Imagem colorida de Juan Gabriel Rivas Núñez

O Departamento de Estado norte-americano publicou, na última quinta-feira (5/11), a oferta de uma recompensa de US$ 15 milhões (mais de R$ 82 milhões) por informações que ajudem na captura de Juan Gabriel Rivas Núñez, um dos líderes da facção venezuela Tren de Aragua.

“Rivas Núñez comanda a atividade criminosa da TdA na Venezuela — anteriormente conhecida como ‘Sindicato Juancho’ —, liderando suas operações pelo menos desde 2009, o que o torna o segundo no comando do quarto maior depósito de ouro do mundo”, afirma o Departamento de Estado.

Rivas Núñez chegou a ser preso em novembro de 2023 por autoridades brasileiras em Boa Vista. O criminoso passou um tempo na prisão antes de obter a domiciliar, mas ele  acabou fugindo no início de 2025.

O Departamento de Estado dos EUA orienta que, caso alguém tenha informações a respeito de Núñez, deve entrar em contato por meio de mensagem de texto, ligação, Telegram ou WhatsApp, com o número +1-281-787-9939.

O interessado também pode procurar uma unidade da polícia federal dos EUA (FBI, na sigla em inglês) ou se dirigir até uma embaixada ou consulado norte-americano.

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Facção Tren de Aragua

A facção Tren de Aragua é conhecida por crimes violentos e por, como destacado pelo presidente Donald Trump, colocar a população estadunidense em risco.

Criada em 2012 na penitenciária venezuelana de Tocorón, a facção Tren de Aragua tinha como líder máximo Hector Guerrero Flores, o Niño Guerrero, que estava foragido desde 2018 após escapar do local por túneis subterrâneos, mas que acabou morto durante ação militar dos EUA em junho deste ano.

Em poucos anos, a facção se tornou o maior grupo criminoso da Venezuela e, também, parceira de negócios do Primeiro Comando da Capital (PCC). A expansão dos venezuelanos foi meteórica, ao ponto de serem classificados por Trump como um grupo “narcoterrorista”.

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