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Mundo

EUA critica megaprojetos chineses na América Latina e aponta falhas

Chefe das relações dos EUA com a América Latina, Juan Segura, questionou obras de empresas estatais chinesas e apontou problemas em projetos

27/08/2026 18:25, atualizado 27/08/2026 18:33
Thomas Peter-Pool/Getty Images
Trump e Xi Jinping

O governo dos Estados Unidos elevou o tom contra a presença de empresas estatais chinesas em grandes projetos de infraestrutura na América Latina. O secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Juan Pablo Segura, citou obras no Equador, Peru e Guiana e afirmou que empreendimentos conduzidos por companhias de Pequim enfrentaram problemas como falhas estruturais, atrasos, aumento de custos, rompimento de contratos e questionamentos sobre processos de licitação.

“Nossa região está repleta de projetos liderados por empresas estatais chinesas, como a Sinohydro Corporation e a China Railway Group Limited, nos quais houve redução de itens, descumprimento de contratos, endividamento dos governos e danos ao meio ambiente em nível local”, escreveu Segura nas redes sociais.

Entre os exemplos apresentados pelo funcionário americano está a hidrelétrica Coca Codo Sinclair, no Equador. O empreendimento, construído pela chinesa Sinohydro durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, começou a operar em 2016 e se tornou um dos principais projetos de geração de energia do país.


Disputa entre Washington e Pequim


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Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo
Xi Jinping e Daniel Noboa em Pequim
Juan Pablo Segura assumiu, em 14 de agosto, o cargo de secretário assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental
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Juan Pablo Segura assumiu, em 14 de agosto, o cargo de secretário assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental

Reprodução/Departamento de Estado dos EUA
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Presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, participam de uma cerimônia de boas-vindas no Grande Salão do Povo

Alex Wong/Getty Images
Xi Jinping e Daniel Noboa em Pequim
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A usina, porém, passou a enfrentar uma série de problemas técnicos. Entre eles estão fissuras identificadas em componentes do sistema de distribuição de aço. Dados da Companhia Equatoriana de Eletricidade (CELEC) apontavam 17.661 fissuras registradas até 2022.

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As falhas levaram o Estado equatoriano a adiar durante anos a aceitação formal do empreendimento. Mesmo com trabalhos de reparo realizados ao longo do período, os problemas estruturais não foram completamente solucionados.

Além dos problemas técnicos, Coca Codo Sinclair concentra outro ponto que está no centro das críticas de Washington: o financiamento chinês de grandes obras de infraestrutura latino-americanas.

A construção da hidrelétrica recebeu financiamento do Banco de Exportação e Importação da China (Eximbank), que concedeu ao Equador um empréstimo inicial de aproximadamente US$ 1,68 bilhão. A Sinohydro ficou responsável pela execução da obra.