EUA: homem morto por fuzilamento de pelotão evoca Novo Testamento
Brad Sigmon, de 67 anos, recebeu a sentença de morte por matar os pais da ex-namorada com um taco de beisebol
atualizado
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Brad Sigmon, de 67 anos, foi condenado a sentença de morte por fuzilamento de pelotão na Carolina do Norte, Estados Unidos, e teve a sentença cumprida nessa sexta-feira (7/3). O homem usou as suas últimas palavras para se posicionar contra a existência das sentenças de morte.
“Quero que minha declaração de encerramento seja de amor e um chamado aos meus companheiros cristãos para nos ajudar a acabar com a pena de morte. Olho por olho foi usado como justificativa para o júri buscar a pena de morte. Naquela época, eu era ignorante demais para saber o quão errado isso era”, disse Sigmon.
Sigmon foi condenado após admitir ter matado os pais de sua ex-namorada com um taco de beisebol depois que ela se recusou a voltar para ele. Ele ainda afirmou que escolheu morrer por balas porque considerou a melhor das opções oferecidas pelo estado.
Segundo os promotores, ele ainda sequestrou a ex-namorada sob a mira de uma arma. Quando ela escapou de seu carro, Sigmon atirou enquanto ela corria, mas errou.
Morte por fuzilamento
Essa foi a primeira vez, em quase 15 anos, que a pena de morte por fuzilamento com um pelotão foi feita nos EUA e a quarta vez desde que a sentença foi reintroduzida no país, em 1976.
Segundo as instruções da execução, Sigmon foi amarrado a uma cadeira com um alvo em seu coração e um capuz cobrindo seu rosto. Os disparos foram feitos por três pessoas voluntárias armadas com rifles munidos de balas projetadas para se estilhaçarem no contato com os ossos.
As testemunhas presentes relataram que o homem estava vestido de preto e parecia sereno ao acenar para seu advogado. O fuzilamento ocorreu após cerca de dois minutos de um momento silencioso na câmara de execução, quando o condenado suspirou profundamente algumas vezes.
“Nós agora vivemos sob o Novo Testamento. Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho, dente por dente’. Mas eu vos digo: não resistais a quem faz o mal. Ao contrário, se alguém te bater na face direita, apresenta-lhe também a outra face. Em nenhum lugar no Novo Testamento Deus dá ao homem a autoridade para matar outro homem”, afirmou, antes de ser fuzilado.
Segundo as testemunhas, foi possível ver um buraco provocado por uma bala na altura do peito esquerdo e sangue.
A defesa de Sigmon tentou até o fim adiar a pena, mas na manhã do dia da execução, a Suprema Corte estadual havia negado um pedido de adiamento da sentença. O que esgotou a última chance do homem.
A procuradoria informou que a última refeição de Sigmon foi frango frito, purê de batata com molho, feijões verdes e cheesecake de sobremesa. Os presos podem escolher a sua última refeição.
