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EUA deve decidir “futuro” da Groenlândia na próxima semana, diz Rubio

De acordo Marco Rubio, EUA, Dinamarca e representantes da Groenlândia vão se reunir na próxima semana para discutir a situação da ilha

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Heather Diehl/Getty Images
Imagem colorida do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio
1 de 1 Imagem colorida do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio - Foto: Heather Diehl/Getty Images

O governo de Donald Trump deve decidir o “futuro” da Groenlândia, junto à autoridades da ilha autônoma e à Dinamarca, na próxima semana. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (7/1) pelo chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio.

Apesar das recentes ameaças do presidente dos EUA de anexar a Groenlândia, Rubio se negou a comentar sobre a possibilidade disso ocorrer por meio de uma intervenção militar.

“Nós vamos nos encontrar com eles [Dinamarca e representantes da Groenlândia] na próxima semana, e então teremos essas conversas”, afirmou o secretário de Estado dos EUA, sem dar maiores detalhes sobre datas.

Rubio ainda foi questionado sobre outros cenários para a ilha autônoma. Entre eles, a retórica de que a Groenlândia passasse a ser parte dos EUA após ser comprada — ideia que já era ventilada por Trump desde meados de 2017.

“Essa sempre foi a intenção do presidente, desde o início. Ele disse isso logo no começo. Quer dizer, isso não é novidade. Ele falou sobre isso em seu primeiro mandato”, disse Rubio.

Ameaças recentes

Nas últimas semanas, o líder norte-americano voltou a defender que os EUA devem controlar a Groenlândia, apesar de a ilha estar localizada na Dinamarca.

No início de 2025, quando assumiu a Casa Branca pela segunda vez, Trump iniciou sua nova campanha expansionista e ameaças contra a região dinamarquesa. De acordo com o presidente republicano, a medida é para a segurança nacional dos EUA.

Além de riquezas naturais, a Groenlândia está posicionada em uma rota que encurta a distância entre a Europa e a América do Norte, o que, na prática, seria vital para as forças norte-americanas, que poderiam instalar sistemas de alerta de mísseis e radares dos EUA na região.

Críticas da Dinamarca

A Dinamarca e o governo autônomo da ilha têm criticado as intenções do presidente norte-americano. Nessa terça-feira (6/1), ambas administrações solicitaram uma reunião com representantes de Washington para discutir a situação.

Em meio à incerteza, a premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que qualquer ataque dos EUA contra a Groenlândia seria o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Isso, porque a ilha está localizada no território da Dinamarca, que também faz parte da aliança militar ocidental. Em teoria, isso obriga os outros membros do pacto a defender a região em casos de possíveis agressões.

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