EUA ataca maior ponte do Irã e deixa ao menos 8 mortos e 95 feridos. Vídeo
Ofensiva coordenada entre EUA e Israel atingiu a ponte B1, no Irã. A estrutura que colapsou era considerada a mais alta do Oriente Médio
atualizado
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Um ataque que atingiu a maior ponte do Irã deixou ao menos oito mortos e 95 feridos, segundo informações divulgadas por veículos da mídia local. Logo após o ataque, o presidente Donald Trump, confirmou que a ação foi executada pelos Estados Unidos.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump comemorou o ataque e afirmou que a estrutura “nunca mais será usada” e que “muito mais virá”, além de pressionar o Irã por um acordo.
“É hora de fazer um acordo antes que seja tarde”, afirmou.
De acordo com relatos da imprensa iraniana, o ataque foi realizado de forma conjunta pelos Estados Unidos e por Israel, atingindo a ponte B1, localizada nos arredores da capital Teerã. A estrutura fica a cerca de 40 quilômetros a oeste da cidade e integra uma rota em construção que liga Teerã ao município de Karaj.
O ataque, que amplia ainda mais o conflito, ocorre após pronunciamento do republicano nesta quarta-feira (1º/4), no qual ele já havia indicado possíveis alvos estratégicos no país, incluindo usinas de geração de energia elétrica e instalações da indústria petrolífera. S
Segundo ele, eventuais ataques poderiam ocorrer “com extrema força” e de forma simultânea.
Em seu discurso, Trump elevou o tom ao afirmar que poderia fazer o Irã “voltar à Idade da Pedra” caso não haja acordo.
“Vamos atacá-los com extrema força nas próximas duas ou três semanas”, declarou o presidente norte-americano, indicando que novas ofensivas podem ocorrer no curto prazo.
Objetivos da guerra e cenário atual
- De acordo com os Estados Unidos, a ofensiva contra o Irã tem como principais objetivos impedir o avanço do programa nuclear iraniano, enfraquecer suas capacidades militares — incluindo o sistema de mísseis e a atuação naval — e conter o apoio de Teerã a grupos armados na região, especialmente aqueles que atuam contra Israel.
- O conflito no Oriente Médio já se estende por 33 dias e provocou mudanças relevantes na estrutura de poder iraniana. Entre elas, a morte do aiatolá Ali Khamenei, além de outras figuras de destaque do governo.
- Apesar das perdas, o regime islâmico segue em funcionamento e indicou rapidamente um sucessor: o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder.
- Mesmo diante desse cenário, o Irã mantém ações ofensivas na região, com ataques direcionados a alvos ligados aos Estados Unidos, incluindo bases militares e representações diplomáticas.
- As tentativas de mediação internacional, lideradas por países como Paquistão e China, ainda não resultaram em avanços concretos.
- Washington chegou a apresentar uma proposta de acordo, mas o governo iraniano rejeitou os termos e apresentou condições próprias para encerrar o conflito.
Reação iraniana
A ofensiva intensificou a reação do governo iraniano. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, criticou duramente os ataques atribuídos aos Estados Unidos, especialmente contra infraestrutura civil, como pontes e vias de transporte.
Em publicação na rede social X, o chanceler afirmou que as ações não forçarão o país à rendição e acusou Washington de atravessar um momento de “crise e confusão”, além de apontar um “declínio moral” dos EUA.
“Todas as pontes e edifícios serão reconstruídos. Mas o que não será reparado é o dano à imagem e à credibilidade dos Estados Unidos”, declarou.
Araghchi também afirmou que a destruição de infraestrutura civil não mudará a postura iraniana no conflito. “Atacar infraestrutura civil jamais forçará os iranianos a se renderem”, disse.






