Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mundo

EUA ameaçam impor sanções "mais fortes da história" contra Irã

O secretário de estado americano afirmou que manterá "pressão máxima" até que o país deixe de "apoiar o terrorismo"

Repórter de Mundo21/05/2018 11:40
Compartilhar notícia
Wikimedia
EUA ameaçam impor sanções “mais fortes da história” contra Irã

O secretário de estado americano, Mike Pompeo, afirmou nesta segunda-feira (21/5) que os Estados Unidos manterão “pressão máxima” sobre o Irã, até o país mudar sua conduta e deixar de apoiar o terrorismo. Para a autoridade, qualquer acordo com o regime de Teerã precisa garantir que os iranianos nunca possam conseguir armas nucleares.

O presidente Donald Trump pretende impor “as mais fortes sanções da história” contra o Irã, afirmou Pompeo. Em discurso na entidade Heritage Foundation, o líder da maior nação do planeta declarou manter as sanções em vigor até ocorrer uma mudança de comportamento do país persa.

Em sua fala, o secretário de estado comentou o fato de os EUA se retiraram recentemente do acordo nuclear internacional com o Irã. Agora, outros países envolvidos, como Reino Unido, França e Alemanha, pretendem manter a iniciativa de pé, porém empresas europeias mostram-se temerosas, pois investir no Irã poderia significar punições americanas.

Para o secretário, o acrodo com o Irã é ruim, pois não há monitoramento adequado às atividades nucleares do país e ainda permite que ele siga enriquecendo urânio, fato passível de ser usado tanto para fins pacíficos quanto para construir armas.

Ele listou uma série de episódios de terrorismo nos quais o regime iraniano estaria envolvido, como em ataques de rebeldes iemenitas com mísseis contra civis na Arábia Saudita, no apoio ao grupo libanês Hezbollah e aos palestinos do Hamas e Jihad Islâmica, além do financiamento e da entrega de armas ao regime do Taleban, que comandou o Afeganistão.

Para Mike Pompeo, o Irã viu o acordo nuclear como uma espécie de aval para intervir no Oriente Médio. Ele também criticou o tratamento do regime à própria população, que sofre frente a um quadro econômico ruim, com alto desemprego. “A população iraniana terá de fazer uma escolha”, afirmou Pompeo. A situação econômica iraniana vai mal “graças a decisões ruins de seu governo” e “o povo iraniano quer apenas uma vida simples, com empregos”, comentou.

Pompeo disse ainda que o Irã precisa parar de apoiar grupos terroristas e retirar todas suas forças da Síria, além de parar de enriquecer urânio. Segundo ele, havia antes um consenso internacional sobre esses pontos, mas o acordo acabou permitindo avanço nesse setor.