EUA abandona grupo aliado que combateu o Estado Islâmico na Síria

Por anos, as Forças Democráticas Sírias (SDF) foram o principal parceiro dos EUA no combate ao Estado Islâmico (ISIS) na Síria

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra enviado especial de Trump e o presidente da Síria - Metrópoles - Foto: Divulgação/Tom Barrack

O governo dos Estados Unidos afirmou que a lógica da parceria com as Forças Democráticas Sírias (SDF), grupo curdo com importante papel na queda do Estado Islâmico (ISIS) na Síria há alguns anos, foi alterada. A manifestação norte-americana foi divulgada pelo enviado especial do presidente Donald Trump para o país, embaixador Tom Barrack, nesta terça-feira (20/1).

Em uma longa mensagem divulgada na rede social X, o diplomata classificou a cooperação das SDF com a coalizão militar que lutou contra jihadistas em território sírio como “o parceiro terrestre mais eficaz na derrota do califado” do ISIS na Síria. Apesar disso, Barrack alegou que as recentes mudanças na Síria, depois da ascensão do governo de Ahmed al-Sharaa, mudaram a situação.

“A Síria agora possui um governo central reconhecido que aderiu à Coalizão Global para Derrotar o Estado Islâmico (como seu 90º membro no final de 2025), sinalizando uma guinada para o Ocidente e cooperação com os EUA no combate ao terrorismo. Isso altera a lógica da parceria EUA-Forças Democráticas Sírias (SDF): o propósito original das SDF como a principal força anti-Estado Islâmico em campo praticamente deixou de existir, já que Damasco agora está disposta e em posição de assumir as responsabilidades de segurança, incluindo o controle dos centros de detenção e campos do Estado Islâmico”, disse um trecho do comunicado.

Por isso, o enviado especial de Trump para a Síria pediu que a milícia de curdos aceite a integração ao “Estado sírio unificado”, como previsto em um acordo de paz divulgado pelas novas autoridades de Damasco — apoiadas por Washington, apesar do passado ligado ao terrorismo e grupos como a Al-Qaeda e o próprio ISIS.

O pacto de paz entre a milícia de curdos — considerados a maior etnia sem um Estado soberano próprio — e forças do governo interino da Síria surge após dias de conflito, em áreas do norte e leste do país. Depois dos embates, as SDF acabaram perdendo territórios.

A nova onda de violência no país começou no início do ano, em meio a dificuldades de colocar em prática um acordo firmado por ambos os lados em março de 2025. Na época, as SDF e o governo de al-Sharaa concordaram em integrar combatentes curdos às forças governamentais, assim como em instituições do governo central e na sociedade síria. Ainda estava prevista a transferência de territórios antes sob o domínio da milícia para Damasco.

O atual acordo entre curdos e a administração interina da Síria possuí pontos semelhantes ao assinado no último ano. Entre eles, um cessar-fogo bilateral e a retomada de regiões antes sob o governo semi-autônomo dos curdos, incluindo prisões onde jihadistas do Estado Islâmico estão detidos. Desde então, ambos os lados passaram a trocar acusações sobre libertar jihadistas presos em tais centros de detenções.

Nesta terça, as Forças Democráticas Sírias (SDF) anunciaram compromisso com o cessar-fogo acordado com autoridades de Damasco.  Apesar disso, o comandante do grupo, Mazloum Abdi, afirmou que o Exército Sírio, e forças aliadas, estão realizando ataques contra civis curdos em diversas áreas no nordeste da Síria, região também conhecida como Rojava ou Curdistão sírio.

O líder da milícia afez um apelo para a coalizão militar internacional assumir “suas responsabilidades na proteção dos centros de detenção do ISIS”, e pediu que o governo sírio pare com “seus ataques” e volte à mesa de negociações.

 

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