Estudo traz roteiro com 5 medidas para evitar impactos climáticos
Estado da Ação Climática 2023, estudo feito por diversos institutos, aponta passos que devem ser seguidos para aquecimento global diminua
atualizado
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Os esforços globais para que o aquecimento no planeta se limite a 1,5° C nos próximos anos estão falhando a cada dia. Mas os especialistas apontam que não dá para desistir da meta colocada pelo Acordo de Paris para 2030 e 2050. Um estudo chamado Estado da Ação Climática 2023, por exemplo, traz um roteiro para o mundo evitar os impactos climáticos do desenvolvimento.
A preocupação é o perigo que as mudanças climáticas trazem à biodiversidade e à segurança alimentar. E o alvo do relatório está, principalmente, nos setores que respondem por cerca de 85% das emissões globais de gases de efeito estufa. Assim como os setores focados na remoção tecnológica de carbono e do financiamento climático.
O estudo conclui que os progressos alcançados na interrupção das mudanças climáticas seguem inadequados. Segundo o documento, 41 dos 42 indicadores avaliados não estão no caminho das metas para 2030. Metade dos índices, na verdade, ainda seguem pela metade. E pior: seis deles estão completamente na direção oposta.
Soluções
Mas há soluções. Como o financiamento público dos combustíveis fósseis, a redução drástica do desflorestamento e a expansão dos sistemas de fixação de preços do carbono. Segundo o estudo, tudo isso já está sendo visto, mas é preciso ser mais urgente e rápido.
“Ainda assim, será necessária uma enorme aceleração dos esforços em todos os setores para avançarmos para 2030”, aponta o documento. E dá outros exemplos:
- Aumentar drasticamente o uso da energia solar e eólica. A cota dessas duas tecnologias na produção de eletricidade cresceu a uma média anual de 14 por cento nos últimos anos, mas este valor precisa de atingir 24 por cento para se avançar para 2030.
- Eliminar gradualmente o carvão na produção de eletricidade sete vezes mais rápido do que as taxas atuais. Isto equivale a desativar cerca de 240 centrais eléctricas alimentadas a carvão de dimensão média todos os anos até 2030. Embora a construção contínua de energia alimentada a carvão aumente o número de centrais que terão de ser encerradas nos próximos anos.
- Expandir a cobertura da infraestrutura de trânsito rápido seis vezes mais rápido. Isto equivale à construção de sistemas de transporte público com aproximadamente três vezes o tamanho da rede de metropolitano, corredores de autocarros e linhas de metro ligeiro da cidade de Nova Iorque todos os anos ao longo desta década.
- A taxa anual de desflorestamento — equivalente a 15 campos de futebol por minuto em 2022 — precisa de ser reduzida quatro vezes mais rapidamente ao longo desta década.
- Mudar para dietas mais saudáveis e sustentáveis oito vezes mais rápido, reduzindo o consumo per capita de carne de vaca, cabra e ovelha para aproximadamente duas porções por semana ou menos nas regiões de alto consumo (Américas, Europa e Oceania) até 2030. Esta mudança faz não exige a redução do consumo das populações que já consomem abaixo deste nível-alvo, especialmente nos países de baixo rendimento, onde aumentos modestos no consumo podem impulsionar a nutrição.
Pontos positivos apontados pelo estudo
Há pontos positivos. Nos últimos cinco anos, por exemplo, a venda de veículos elétricos cresceu exponencialmente a uma taxa média anual de 65% – passando de 1,6% das vendas em 2018 para 10% das vendas em 2022. E há outros indicadores.
“Os esforços globais caminham na direção certa, a um ritmo promissor, embora ainda insuficiente”, diz o relatório, apontando para os automóveis elétricos, principalmente caminhões, como um respiro.
O estudo foi publicado no Systems Change Lab. Ele foi elaborado em conjunto pela Bezos Earth Fund, Climate Action Tracker, ClimateWorks Foundation, Campeões de Alto Nível das Alterações Climáticas da ONU e do Instituto de Recursos Mundiais.


















